Paciente do sexo feminino, 58 anos de idade, em tratamento devido a um tumor maligno de tireoide, apresenta lesão lítica na extremidade distal de fêmur, acometendo 50% do diâmetro do osso e dor leve. O escore dessa lesão, segundo os critérios de Mirels, para decidir sobre a necessidade de estabilização profilática dessa lesão é:
- 6;
- 7;
- 8;
- 9;
- 10.
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Conceito-chave
Escore de Mirels. Estima o risco de fratura patológica em metástases de ossos longos e orienta a fixação profilática. Soma quatro critérios, de 1 a 3 pontos cada (total de 4 a 12).
| Critério | 1 ponto | 2 pontos | 3 pontos |
|---|---|---|---|
| Local | Membro superior | Membro inferior | Peritrocantérico |
| Dor | Leve | Moderada | Funcional |
| Tipo | Blástica | Mista | Lítica |
| Tamanho | Menos de 1/3 do diâmetro | 1/3 a 2/3 | Mais de 2/3 |
Interpretação.
- 7 ou menos: risco baixo (cerca de 4%); radioterapia e observação.
- 8: zona limítrofe (risco em torno de 15%); decisão individualizada.
- 9 ou mais: risco alto (33% ou mais); fixação profilática.
Calculando o caso. Lesão no fêmur distal (membro inferior, não peritrocantérico): 2. Dor leve: 1. Lesão lítica (metástase de tireoide, tipicamente lítica e muito vascularizada): 3. Acometimento de 50% do diâmetro (entre 1/3 e 2/3): 2. Total: 8, zona limítrofe.
Particularidades da metástase de tireoide. Lesões líticas e muito vascularizadas: considerar embolização antes de qualquer cirurgia; podem responder ao iodo radioativo; lesões solitárias às vezes justificam ressecção ampla pela sobrevida longa.
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