No mieloma múltiplo, o tratamento clássico é a quimioterapia, com bom prognóstico.
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Conceito-chave
Uma doença sistêmica da medula. No mieloma múltiplo, plasmócitos clonais se acumulam na medula óssea e podem causar lesões líticas, anemia, insuficiência renal e hipercalcemia. O tratamento não se resume a uma lesão óssea isolada; exige avaliação hematológica da extensão, dos órgãos comprometidos e do risco biológico.
Tratamento ontem e hoje. Esquemas citotóxicos fizeram parte do tratamento clássico, frequentemente associados ao transplante autólogo em pacientes elegíveis. Atualmente, combinações com inibidores de proteassoma, imunomoduladores e anticorpos também integram o cuidado. Fraturas e outras complicações ósseas podem exigir tratamento ortopédico e medidas de suporte, mas isso não substitui a terapia sistêmica.
A palavra problemática é prognóstico. A sobrevida melhorou muito, e alguns pacientes convivem por anos com a doença controlada. Isso não permite afirmar de forma geral que o prognóstico é bom: o mieloma permanece, em regra, uma doença sujeita a recaídas, com evolução variável conforme estágio, citogenética, função renal e resposta ao tratamento. O enunciado mistura uma modalidade terapêutica verdadeira com uma conclusão excessivamente otimista.
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