No caso de um paciente que está em tratamento para Mieloma, quais características laboratoriais se esperam encontrar?
- Hiperglobulinemia.
- Pico policlonal na eletroforese de proteínas séricas.
- Hipocalcemia.
- Presença de proteínas normais no sangue.
- Presença de proteínas anormais na urina (proteína de Bence-Jones).
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Conceito-chave
O laboratório do mieloma. O mieloma é uma proliferação clonal de plasmócitos que produz uma imunoglobulina monoclonal, a proteína M. A eletroforese de proteínas séricas mostra um pico monoclonal, em geral na região gama, e na urina aparecem cadeias leves livres monoclonais, kappa ou lambda: as proteínas de Bence-Jones. Elas são nefrotóxicas, precipitam nos túbulos e causam o rim do mieloma; no mieloma de cadeias leves, a eletroforese sérica pode ser normal, porque as cadeias são filtradas para a urina. Por isso a investigação inclui eletroforese e imunofixação da urina de 24 horas e dosagem de cadeias leves livres no soro.
O resto do quadro cabe no CRAB: hipercalcemia, insuficiência renal, anemia e lesões ósseas. Pico policlonal indica inflamação, infecção ou doença autoimune, e não mieloma.
Na prova: mieloma é pico monoclonal e Bence-Jones na urina; nunca policlonal, nunca hipocalcemia.
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