No cordoma sacrococcígeo, o diagnóstico radiográfico é dificultado pela
- presença de gás intestinal.
- presença de bordas irregulares.
- ausência de calcificações.
- aparência osteoblástica.
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Conceito-chave
Um tumor que se esconde. O cordoma sacrococcígeo cresce devagar e costuma ficar grande antes do diagnóstico, em parte porque a radiografia simples é um exame ruim para o sacro: o gás intestinal projetado sobre o osso, somado às fezes na ampola retal, apaga o detalhe ósseo, e o sacro, curvo e inclinado, é mal representado numa incidência única. Uma lesão lítica extensa pode passar despercebida no AP.
O que fazer. Diante de dor sacrococcígea persistente em adulto de meia-idade ou idoso, radiografia normal não afasta nada. O exame é a ressonância, que mostra massa lobulada com sinal muito alto em T2 e a extensão pré-sacral, muitas vezes maior que a óssea, e o exame físico obrigatório é o toque retal, que palpa a massa em boa parte dos casos. O cordoma deriva de restos da notocorda, por isso fica na linha média; é lítico e destrutivo, com calcificações amorfas em parte dos casos, e o tratamento é essencialmente cirúrgico, com margem ampla.
Na prova: o obstáculo à radiografia do sacro é o gás e o conteúdo intestinal sobrepostos; na suspeita, ressonância e toque retal.
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