Paciente dá entrada no pronto-socorro politraumatizado, com extensa lesão de partes moles na perna. São indicações absolutas imediatas para amputação por fratura exposta da tíbia com lesão vascular, EXCETO
- lesão do nervo tibial posterior.
- esmagamento com mais de 6 horas de isquemia “quente”.
- lesão extensa muscular sem condições de reconstrução.
- sepse incontrolável.
- lesão associada a risco de vida que inviabiliza cirurgias externas.
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Conceito-chave
Perna esmagada, vaso lesado, paciente politraumatizado: salvar ou amputar? O Rockwood parte de uma frase simples, "vida antes do membro", e diz que a amputação costuma ser a única opção diante de lesão vascular irreparável ou isquemia quente prolongada, de mais de 6 horas no membro inferior (cap. 18, Survivability). Também lista a amputação imediata no membro que é fonte de hemorragia com risco de morte, ou como controle de danos no politraumatizado instável, no membro avascular com mais de 6 horas de isquemia quente e nos esmagamentos extensos (cap. 16).
De onde vem a lista da questão. Ela lembra os critérios clássicos de LANGE, que consideravam a ruptura completa do nervo tibial uma indicação absoluta de amputação no adulto (Rockwood, cap. 18). Esse critério envelheceu: com o estudo LEAP, o peso da sensibilidade plantar passou a ser questionado, e o próprio Rockwood discute a origem dessa crença (cap. 18). Ou seja, a prova cobra uma regra que a prática já relativizou.
O detalhe do EXCETO. Sepse incontrolável é um cenário de tempo diferente: não é uma decisão imediata de admissão, porque leva dias para aparecer. A amputação pode ser necessária nela, mas para preservar a vida numa fase posterior (Campbell, cap. 14, p. 680).
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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