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Questão de Fratura da diáfise da tíbia (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoFratura da diáfise da tíbiaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na haste intramedular da tíbia, o parafuso proximal oblíquo de anteromedial para posterolateral e o parafuso distal anteroposterior percutâneo ameaçam, respectivamente,

  1. o nervo safeno; o nervo fibular superficial.
  2. o nervo fibular comum; a artéria tibial anterior e o nervo fibular profundo.
  3. o nervo fibular comum; o nervo fibular superficial.
  4. o nervo safeno; a artéria tibial anterior e o nervo fibular profundo.
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Gabarito: B · o nervo fibular comum; a artéria tibial anterior e o nervo fibular profundo.

Conceito-chave

Os dois parafusos atravessam regiões diferentes. O proximal oblíquo, de anteromedial para posterolateral, ameaça o fibular comum; o distal anteroposterior ameaça a artéria tibial anterior e o fibular profundo. A alternativa B respeita essa mudança de plano.

Proximalmente, o fibular comum contorna a fíbula e pode ser alcançado por um parafuso oblíquo dirigido para posterolateral. Distalmente, o trajeto anteroposterior cruza a região dos tendões anteriores e do feixe neurovascular do compartimento anterior. O resumo recomenda miniabertura nesse bloqueio para proteger tendões, artéria e nervo, em vez de confiar apenas numa passagem percutânea cega (Rockwood, 10ª ed., cap. 63, “Nervos e vasos dos parafusos”).

“Fibular” não identifica sempre o mesmo nervo. O profundo acompanha o compartimento anterior e responde pela sensibilidade do primeiro espaço interdigital dorsal. O superficial se relaciona ao compartimento lateral e ao dorso do pé; é o risco destacado nos parafusos laterais distais de uma placa anterolateral, outro trajeto de instrumentação.

A radioscopia confirma se o parafuso atravessou a haste, mas não mostra diretamente todas as partes moles em risco. Direção, comprimento e exposição segura continuam necessários. O exame sensitivo e motor deve ser documentado antes e depois da redução, permitindo reconhecer um déficit novo sem atribuí-lo automaticamente ao trauma inicial.

Por que esta questão foi criada. O par obriga a localizar o risco anatômico pelo trajeto do parafuso e diferencia bloqueio da haste de parafusos distais de uma placa.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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