No tratamento não cirúrgico da fratura diafisária da tíbia, os limites aceitáveis de varo ou valgo e de encurtamento são, respectivamente, menores que
- 5 graus e 5 mm.
- 5 graus e 10 a 12 mm.
- 10 graus e 10 a 12 mm.
- 10 graus e 20 mm.
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Conceito-chave
O par de limites apresentado pelo consenso de Sarmiento é varo ou valgo menor que 5 graus e encurtamento menor que 10 a 12 mm, alternativa B. São referências para selecionar e acompanhar o tratamento fechado, não uma autorização para aceitar qualquer fratura que caiba nos números.
O plano coronal é menos tolerante porque joelho e tornozelo compensam parte do desvio no plano sagital, mas não corrigem da mesma maneira varo e valgo. A tabela do resumo, por isso, limita ambos a menos de 5 graus. Para comprimento, apresenta 10 a 12 mm, embora os autores prefiram 5 a 10 mm na prática (Rockwood, 10ª ed., cap. 63, “Os limites aceitáveis”).
Um limite mais rigoroso não é o limite pedido. Cinco milímetros de encurtamento pode ser uma meta mais conservadora, mas não reproduz a faixa da tabela citada no enunciado. Ao mesmo tempo, a preferência dos autores por menor encurtamento mostra que um corte de consenso não elimina o julgamento individual.
É preciso começar com comprimento, eixo e rotação adequados e partes moles capazes de tolerar a imobilização. A órtese não aumenta nem corrige o encurtamento inicial; se ele já é limítrofe, há pouca margem para aceitar mais perda. Fraturas muito proximais ou distais e fíbula íntegra exigem atenção especial à manutenção angular.
Por que esta questão foi criada. Ela obriga a separar o limite do consenso, a preferência mais rigorosa dos autores e os requisitos clínicos para manter o tratamento não cirúrgico.
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