Nas flictenas da fratura do pilão tibial, as condutas recomendadas para a flictena serosa e para a hemorrágica são, respectivamente,
- manter íntegra; drenar com agulha.
- drenar com agulha; manter íntegra.
- desbridar o teto; drenar com agulha.
- drenar com agulha; desbridar o teto.
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Conceito-chave
O líquido claro e o líquido sanguinolento não são apenas duas cores da mesma bolha. Na conduta apresentada pelo resumo, a serosa é drenada com agulha e a hemorrágica permanece íntegra, alternativa B.
A flictena serosa conserva células epidérmicas sobre a derme e tende a cicatrizar mais rapidamente. Na hemorrágica, a lesão é mais profunda, envolve a vasculatura papilar e deixa a derme sem essas células, com maior risco de escara e perda de pele. Essa diferença explica por que a manipulação não é a mesma (Rockwood, 10ª ed., cap. 64, “Flictenas”).
Punção não é desbridamento do teto. O capítulo descreve agulha de 18 G e curativo não aderente para a serosa. Para a hemorrágica, orienta não romper, permitir a evolução da escara e evitar uma incisão através dela; muitas esvaziam espontaneamente. O texto não fornece uma taxa comparativa de complicações para qualquer forma de desbridamento, portanto não é preciso inventar um número para sustentar a recomendação.
O definitivo espera recuperação das partes moles: reepitelização das flictenas, cicatrização de feridas e retorno das rugas. Enquanto isso, a estabilização temporária controla a posição dos fragmentos e reduz a pressão sobre a pele. A bolha não deve ser tratada como um detalhe que pode ser ignorado porque a montagem óssea já foi planejada.
Por que esta questão foi criada. Ela liga a diferença histológica à decisão técnica e separa drenagem de retirada do teto, duas condutas que uma resposta telegráfica pode confundir.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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