Na fixação externa da fratura do planalto tibial, a distância mínima dos pinos e fios proximais à articulação e a complicação que ela previne são, respectivamente,
- 5 mm; lesão do nervo fibular.
- 5 mm; artrite séptica.
- 14 mm; artrite séptica.
- 14 mm; lesão do nervo fibular.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Manter pinos e fios pelo menos 14 mm abaixo da articulação procura evitar artrite séptica, alternativa C. O risco é atravessar a reflexão capsular e criar um caminho para bactérias chegarem ao joelho.
O problema não se limita à distância da cartilagem visível. A cápsula tem reflexões que podem ser penetradas por um implante aparentemente extra-articular. O resumo descreve artrite séptica como complicação própria do fixador definitivo e orienta ficar o mais longe possível da articulação (Rockwood, 10ª ed., cap. 62, “Artrite séptica pelo fixador”).
O mínimo não é um alvo obrigatório. Na montagem definitiva, a seção técnica pede um bloco proximal que aceite fios ou pinos a pelo menos 15 mm da superfície. A regra de prevenção traz 14 mm como limite mínimo; ambas expressam evitar uma montagem excessivamente proximal, com avaliação anatômica do caso.
Quando os fragmentos articulares são pequenos demais para receber uma montagem segura, o capítulo admite ponte transarticular por algumas semanas. Isso permite proteger a fratura sem forçar pinos para dentro da região capsular.
A prevenção de lesão fibular é outra questão: depende de conhecer o trajeto do nervo e da posição de cada fio, especialmente junto à cabeça da fíbula. Não é a complicação específica evitada pelo afastamento da articulação perguntado.
Por que esta questão foi criada. A fixação externa exige conhecer a cápsula além da posição da cartilagem. O par distância e complicação testa a prevenção de infecção articular na montagem proximal.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo