Na classificação de HOHL e MOORE das fraturas-luxações do planalto tibial, o tipo com maior incidência de lesão neurovascular é o
- I, separação coronal.
- II, côndilo inteiro.
- III, avulsão da borda.
- V, fratura em quatro partes.
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Conceito-chave
Na tabela de Hohl e Moore apresentada pelo resumo, o tipo V, em quatro partes, tem a taxa neurovascular destacada em cerca de 50%. É o padrão da alternativa D, e não simplesmente o tipo mais frequente de fratura-luxação.
O tipo V separa os dois côndilos e a eminência intercondilar, perdendo simultaneamente os sistemas estabilizadores ligados aos colaterais e aos cruzados. O capítulo o descreve como o mais instável. Essa desorganização ajuda a entender por que a atenção neurovascular precisa acompanhar a análise dos fragmentos (Rockwood, 10ª ed., cap. 62, “Hohl e Moore”).
A mesma porcentagem pode se referir a estruturas diferentes. No tipo II, a tabela cita lesão do colateral oposto em cerca de 50%, mas lesão neurovascular em 12%. No III, avulsão da borda, o número neurovascular é 30%. Trocar o desfecho de uma coluna da tabela pelo de outra é a principal armadilha.
Os tipos têm padrões anatômicos próprios: I é separação coronal, II é côndilo inteiro, III avulsão da borda, IV compressão da borda e V quatro partes. Não é necessário inventar taxa neurovascular para os tipos em que o resumo não a fornece. O planejamento exige reconhecer a fratura-luxação e documentar a avaliação, além de classificar o osso.
Por que esta questão foi criada. Ela obriga a distinguir frequência de um padrão, lesão ligamentar e lesão neurovascular, três informações que aparecem próximas na mesma classificação.
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