No controle de dano da fratura do fêmur com fixador externo, o prazo para converter em haste e a conduta se houver infecção no trajeto dos pinos são, respectivamente,
- menos de 2 semanas; conversão imediata, com antibiótico.
- menos de 2 semanas; retirada dos pinos, antibiótico e 10 dias sem pinos.
- menos de 6 semanas; conversão imediata, com antibiótico.
- menos de 6 semanas; retirada dos pinos, antibiótico e 10 dias sem pinos.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O fixador de controle de dano resolveu a necessidade imediata de estabilizar o fêmur sem impor uma cirurgia definitiva ao paciente naquele momento. Depois da reanimação, a tarefa muda: planejar a conversão para haste. O resumo recomenda menos de duas semanas; se houver infecção no trajeto dos pinos, orienta retirá-los, tratar com antibiótico e aguardar dez dias sem pinos antes da conversão. É o par B.
Controle de dano é uma estratégia em etapas. O fixador oferece comprimento e estabilidade rapidamente no politraumatizado instável, na contaminação importante ou quando será necessário reparar vasos e rever partes moles. Ele não deve ser mantido por inércia depois de o paciente e o foco permitirem tratamento definitivo, porque sua utilização prolongada também traz infecção de trajeto, rigidez e problemas de alinhamento (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 57, “Fixador externo, placa e controle de dano”).
Planejar a segunda etapa começa na primeira: os pinos provisórios devem ficar fora da zona de lesão e sem se sobrepor à futura haste. Não é apenas uma questão de montar qualquer fixador que segure o fêmur; a posição do material precisa conservar as opções do tratamento seguinte.
Infecção no trajeto muda a passagem entre as etapas. Antibiótico não transforma automaticamente um trajeto infectado em seguro para conversão imediata. O protocolo descrito inclui retirada dos pinos e intervalo sem eles; trata-se de uma recomendação específica para essa situação, e não de um período obrigatório para todo fixador limpo. O capítulo também apresenta bons resultados com conversão no mesmo tempo da retirada em séries selecionadas sem esse problema.
Os dois números não devem ser lidos como ordens independentes da condição clínica. Menos de duas semanas é a janela recomendada de conversão; infecção, reanimação incompleta e condição local precisam ser resolvidas no planejamento. Uma agenda não autoriza introduzir haste num cenário inadequado apenas para cumprir o prazo.
No resumo da Biblioteca, compare os trajetos limpos e infectados. O raciocínio é preservar a vantagem do controle de dano e retirar a etapa provisória quando for seguro, sem levar um problema de infecção para a síntese definitiva.
Por que esta questão foi criada. Une o momento de conversão à condição dos pinos: a mesma troca de implante tem conduta diferente quando o trajeto está infectado.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo