Na haste da fratura cominutiva do fêmur, o método mais confiável para reproduzir a rotação do lado oposto e a diferença que indica refazer o bloqueio são, respectivamente,
- perfil do trocanter menor; mais de 5 graus.
- perfil do trocanter menor; mais de 15 graus.
- sinal do degrau cortical; mais de 5 graus.
- sinal do degrau cortical; mais de 15 graus.
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Conceito-chave
Uma haste pode deixar o fêmur aparentemente reto e ainda fixá-lo com rotação errada. Na fratura cominutiva, os fragmentos não oferecem um encaixe confiável para reconhecer essa torção. O resumo destaca comparar o perfil do trocânter menor com o lado sadio, em imagens padronizadas; diferença acima de 15 graus indica refazer o bloqueio no protocolo descrito.
Comprimento, alinhamento e rotação são dimensões diferentes. Corrigir o eixo no AP e no perfil não garante que colo e côndilos mantenham entre si a relação rotacional original. Quando a cortical está fragmentada, tampouco basta aproximar as bordas do foco: falta a referência que permitiria saber como as peças se orientavam. É por isso que a informação vem do fêmur contralateral, em vez de ser deduzida apenas da fratura (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 57, “Comprimento e rotação”).
O trocânter menor muda de aparência conforme a rotação do segmento proximal: parece menor em rotação interna e maior em externa. O valor está na comparação padronizada. Duas imagens feitas com posições diferentes do arco podem criar uma diferença de projeção que imita rotação óssea; não se deve comparar fotografias arbitrárias como se fossem uma medida anatômica.
O sinal do degrau cortical tem outra lógica: compara as espessuras das corticais dos dois lados do foco. Depende de referências locais, não esclarece bem o sentido do desvio e perde utilidade na cominuição. A TC dos colos e côndilos permite medir a torção, em geral no pós-operatório; já o exame clínico isolado é pouco preciso. Cada método responde com limitações próprias, e a questão pede o método comparativo favorecido nessa situação.
Se a rotação está errada, os parafusos de bloqueio mantêm a orientação inadequada. Corrigir não significa simplesmente acrescentar outro parafuso: o resumo descreve retirar o bloqueio necessário, rodar o segmento distal com referências e bloquear novamente. O corte de mais de 15 graus é o critério apresentado, mas não significa que toda diferença menor seja assintomática; o texto relata piora funcional e dor em alguns pacientes com valores menores.
Veja no resumo da Biblioteca a comparação dos métodos. O ponto é procurar a torção antes de aceitar como bom um fêmur que apenas parece alinhado nas imagens habituais.
Por que esta questão foi criada. Une uma referência de rotação que não depende do foco cominutivo ao limite descrito para corrigir a montagem, evitando confundir eixo reto com rotação restaurada.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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