Mulher de 80 anos com artroplastia total do joelho tem fratura supracondiliana desviada do fêmur, com o componente femoral solto. O tratamento indicado é
- placa bloqueada lateral.
- haste retrógrada bloqueada.
- tração esquelética e órtese articulada.
- revisão da artroplastia com componente de haste.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A paciente tem uma fratura acima da prótese e um componente femoral solto. Fixar somente o osso não resolve a perda de fixação da artroplastia. A conduta indicada pelo capítulo é revisão com componente de haste, alternativa D.
A pergunta central é diferente da que se faz numa fratura sem prótese: além de definir o traço e a qualidade do osso, é preciso saber se o componente permanece estável. O resumo organiza a decisão assim: componente fixo, fixação interna; componente solto, revisão com prótese de haste (Rockwood, 10ª ed., cap. 58, “Fratura acima da prótese do joelho”).
Placa bloqueada e haste retrógrada podem ter bons resultados quando o componente está fixo. Para a haste, ainda é necessário verificar a relação do componente com o ponto de entrada: não basta escolhê-la porque o acesso distal é familiar. Quando o componente está solto, uma montagem que estabilize a fratura deixa sem solução o segundo problema, o da própria artroplastia.
A idade de 80 anos exige avaliar a condição clínica e a capacidade funcional, mas não transforma automaticamente a tração em tratamento preferencial. O capítulo reserva o não operatório para situações de exceção, como paciente que não anda, comorbidade grave ou impossibilidade de operar. O enunciado oferece uma fratura desviada e uma prótese solta, sem descrever uma contraindicação clínica ao procedimento.
| Condição do componente | Direção do tratamento no resumo |
|---|---|
| Fixo | fixação interna, como placa ou haste se o portal for compatível |
| Solto | revisão da artroplastia com componente de haste |
No resumo da Biblioteca, confira essa decisão antes de estudar apenas o tipo de placa. A presença da prótese acrescenta uma interface que precisa continuar funcionando; consolidar a fratura não basta se ela permanecer instável.
Por que esta questão foi criada. Usa um caso clínico para testar a variável que muda a estratégia na periprotética: estabilidade do componente, e não apenas o traço da fratura.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo