Na fratura supracondiliana do fêmur, o feixe vascular poplíteo fica preso proximal e distalmente, respectivamente,
- no arco do sóleo e no hiato do adutor magno.
- no canal dos adutores e no colo da fíbula.
- no hiato do adutor magno e no arco do sóleo.
- no hiato do adutor magno e no colo da fíbula.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A poplítea tem pouca folga para acompanhar o deslocamento de uma fratura porque o feixe fica preso proximalmente no hiato do adutor magno e distalmente no arco do sóleo. É a alternativa C. Seguir o vaso da coxa para a perna ajuda a manter essa ordem.
Os vasos femorais percorrem o canal dos adutores sob o sartório e atravessam o adutor magno para alcançar a região posterior do joelho. O canal é o trajeto; o hiato é o marco proximal de fixação destacado na comparação. Mais abaixo, o arco do sóleo constitui o outro limite. Trocar um trajeto por um ponto ou inverter a sequência prejudica a compreensão do estiramento vascular (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 58, “Anatomia aplicada à fixação” e “Lesões associadas”).
A lesão pode ser direta, por laceração ou contusão de um fragmento, ou indireta, por estiramento com dano à íntima. Mesmo com essa vulnerabilidade anatômica, o capítulo relata lesão poplítea menos comum na supracondiliana que na luxação do joelho e na fratura desviada da tíbia proximal. A anatomia explica um risco possível; ela não substitui os dados de frequência.
O exame inclui pulsos, função motora e sensibilidade documentados. Pulso reduzido, hematoma em expansão, sangramento persistente ou índice vascular diminuído orientam a investigação por imagem. Se a fratura está muito desviada perto dos vasos, pulso normal não encerra automaticamente a avaliação; o capítulo recomenda julgamento e consulta vascular quando houver dúvida.
No resumo da Biblioteca, leia o percurso e os sinais de suspeita no mesmo trecho. A utilidade de reconhecer os dois pontos é entender por que o vaso não acompanha livremente a deformidade, e não concluir que toda fratura produziu uma lesão arterial.
Por que esta questão foi criada. Cobra a orientação proximal/distal dos pontos de fixação, permitindo reconhecer a inversão anatômica usada como distrator em questões de lesões associadas.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo