Na luxação do joelho, o ponto de fixação distal da artéria poplítea e o ponto de fixação proximal do nervo fibular comum são, respectivamente,
- arco do sóleo; colo da fíbula.
- arco do sóleo; septo intermuscular.
- hiato dos adutores; colo da fíbula.
- hiato dos adutores; septo intermuscular.
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Conceito-chave
O que é preso não foge. Vasos e nervos que cruzam uma articulação costumam tolerar o movimento porque deslizam. O problema da luxação do joelho é que as duas estruturas posteriores mais importantes estão fixas acima e abaixo da articulação: quando a tíbia e o fêmur se separam por vários centímetros, o segmento preso não acompanha e se rompe por tração, ou é esmagado contra o osso.
A artéria poplítea. O capítulo descreve a artéria como "amarrada" entre o hiato dos adutores, em cima, onde passa pela inserção tendínea do adutor magno, e o arco do sóleo, embaixo. Nesse segmento ela é quase imóvel. Na luxação anterior (o fêmur vai para trás da tíbia), a artéria é estirada: lesão por tração. Na posterior (a tíbia vai para trás), é comprimida diretamente pela tíbia: lesão contusa. A lesão vai de um retalho da íntima, que muitas vezes não reduz o fluxo, até a secção completa. Sem reperfusão em 6 a 8 horas, a amputação pode chegar a 86%.
O nervo fibular comum. O nervo também está preso: em cima, no colo da fíbula, onde contorna a cabeça da fíbula 1,5 a 2 cm abaixo da ponta do estiloide, profundo e posterior ao tendão do bíceps; embaixo, no septo intermuscular. A lesão é quase sempre por tração ao longo de um segmento longo do nervo e se associa sobretudo à lesão do canto posterolateral, quando o joelho abre em varo. Paralisia fibular complica cerca de 25% das luxações em grandes séries; a lesão neurológica em geral chega a 40%.
| Estrutura | Fixação proximal | Fixação distal | Mecanismo típico |
|---|---|---|---|
| Artéria poplítea | hiato dos adutores | arco do sóleo | tração (luxação anterior) ou compressão (posterior) |
| Nervo fibular comum | colo da fíbula | septo intermuscular | tração em varo, com o canto posterolateral |
Por que esta questão foi criada. No TARO 2025 caiu em que luxação a lesão da poplítea é mais comum (gabarito: anterior, pela tração da artéria fixa), e no TEOT 2021, que o nervo mais lesado com o canto posterolateral é o fibular comum. Esta gêmea leva os dois fatos para a raiz comum que o capítulo explica, os pontos de fixação, num par nervo com artéria.
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