Na fratura trocantérica com perda da parede lateral, as medializações do fêmur associadas a menor recuperação funcional e a mais dor pós-operatória começam, respectivamente, acima de
- 50%; 5 mm.
- 50%; 10 mm.
- 75%; 5 mm.
- 75%; 10 mm.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A perda da parede lateral permite medialização que se associa a pior função e dor. Os valores relatados pelo capítulo são mais de 50% para menor recuperação funcional e mais de 5 mm para mais dor pós-operatória. É a alternativa A.
A parede funciona como batente durante a impactação da fratura. Sem ela, os adutores podem levar a diáfise para medial, diminuindo contato e offset, com consolidação mais lenta e mais complicações. O número faz sentido dentro desse mecanismo, e não como um achado radiográfico sem consequência (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 54, “Classificação: AO 31A e a parede lateral”).
Os dois resultados usam unidades diferentes. Uma associação é expressa em percentual e a outra em milímetros; o resumo não permite convertê-las numa única escala nem dizer que 50% corresponde necessariamente a 5 mm. Também não são metas de tolerância abaixo das quais o cirurgião deva aceitar perda de redução.
O dado ajuda a compreender a escolha de uma montagem que controle a diáfise nas fraturas instáveis. A haste cefalomedular fica no eixo e medializa menos nas comparações citadas; a placa de estabilização trocantérica pode acrescentar ao DHS um suporte que reproduza a parede lateral. Nenhuma dessas soluções dispensa uma redução adequada.
No resumo da Biblioteca, compare a função de batente aos desfechos. A indicação prática é conservar suporte e relações anatômicas, sem esperar atingir um número de pior prognóstico para reconhecer uma falha mecânica.
Por que esta questão foi criada. Testa duas medidas de desfechos diferentes e exige conservar tanto a ordem quanto as unidades.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo