Na fratura ipsilateral do colo e da diáfise do fêmur, a complicação mais frequente com a haste cefalomedular única e o tipo de fratura do colo a que ela fica reservada são, respectivamente,
- má redução do colo; com desvio.
- má redução do colo; sem desvio.
- pseudartrose da diáfise; com desvio.
- pseudartrose da diáfise; sem desvio.
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Conceito-chave
Um implante ou dois. Na fratura ipsilateral do colo e da diáfise do fêmur (2% a 9% das fraturas da diáfise, em jovens de alta energia), há quatro opções descritas no capítulo 53 do Rockwood (10ª ed.): a haste anterógrada de segunda geração (cefalomedular), que fixa colo e diáfise com um só implante; parafusos canulados no colo com haste retrógrada na diáfise; canulados no colo com placa na diáfise (figura 53-18); e parafuso deslizante com placa longa. Como a combinação é rara, a literatura é de coortes retrospectivas, mas há tendências claras.
O problema da haste única. O uso de hastes cefalomedulares associa-se a taxas mais altas de má redução do colo, e a má redução se traduz em mais falha da fixação, pseudartrose e necrose avascular. A haste é atraente por ser minimamente invasiva e resolver as duas fraturas, mas, se o colo está desviado, é tecnicamente muito difícil obter redução anatômica e fixação com esse dispositivo. O capítulo conclui que ela não é ideal, a menos que o colo esteja sem desvio ou perfeitamente reduzido antes da inserção. É exatamente a lógica do TEOT 2022, que indicou o dispositivo cefalomedular para a combinação 32A3 com 31B1.2 (colo sem desvio).
A combinação popular. A haste retrógrada com fixação separada do colo (canulados ou parafuso deslizante com placa curta) é hoje a opção preferida. A série de Ostrum, com 95 casos, teve 5% de consolidação viciosa proximal, 98% de consolidação do colo e 91,3% da diáfise. A vantagem prática é fazer a haste retrógrada primeiro: a diáfise estabilizada facilita a redução fechada do colo. Numa prova sem ano, a banca cobrou que implantes separados dão bons resultados. A placa na diáfise fica reservada ao traço no terço distal, porque a placa aberta tem mais pseudartrose que a haste; o TARO 2015 citou o colo ipsilateral como indicação da placa aberta na diáfise.
Não deixar passar. Até 30% dessas fraturas do colo eram perdidas; Tornetta recomenda tomografia de cortes finos e AP do colo em rotação interna. Numa prova sem ano, a banca também lembrou que a taxa de necrose nessa combinação não é maior que na fratura isolada.
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