Na fratura PAUWELS III do adulto jovem, a placa antideslizamento medial de MIR e COLLINGE é aplicada no ápice medial da fratura pela via
- posterior.
- de HARDINGE.
- de SMITH-PETERSEN.
- de WATSON-JONES.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
No Pauwels III do jovem, o traço é mais vertical e a carga favorece cisalhamento. Imagine os dois fragmentos tentando deslizar um em relação ao outro: aproximá-los não basta se a montagem não sustentar essa tendência. A placa medial de Mir e Collinge acrescenta um anteparo no ápice medial da fratura, aplicado pela via de Smith-Petersen.
A classificação de Pauwels mede o traço em relação à horizontal: no tipo III, o ângulo é maior que 50 graus. A verticalidade explica o problema mecânico, mas a classificação tem reprodutibilidade limitada. Não se deve escolher uma técnica apenas pelo rótulo sem avaliar a redução e o foco. No jovem, o objetivo continua preservar a cabeça com redução anatômica e fixação estável (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 53, “Pauwels” e “Fratura desviada no jovem”).
O nome antideslizamento descreve o papel da placa: oferecer suporte justamente onde o fragmento tenderia a escapar. A técnica citada usa placa de 3,5 mm, com três ou quatro furos, sobre o ápice medial. Por isso o acesso tem de permitir alcançar esse ponto e trabalhar a redução. O resumo especifica a via anterior de Smith-Petersen; o mesmo capítulo a considera quando uma redução fechada não é satisfatória. A via é escolhida em função do trabalho necessário no foco, não apenas por ser um acesso conhecido ao quadril.
A placa adicional tampouco substitui boa redução. O capítulo mostra que erros técnicos aumentam falha, incluindo redução inadequada e posicionamento desfavorável dos elementos de fixação. Acrescentar material a fragmentos mal posicionados não recria a geometria que deveria ter sido recuperada antes.
Na série de 478 jovens citada pelo resumo, a falha caiu de 49% para 29% com a placa medial. É um resultado relevante de série, mas não uma garantia para um paciente nem prova de que toda fratura do colo precise dessa placa. O valor didático é relacionar traço vertical, deslizamento, suporte medial e acesso anterior. A seção de implantes no resumo da Biblioteca reúne esses elementos.
Por que esta questão foi criada. O acesso só faz sentido quando se entende onde a placa atua e qual força ela procura conter; memorizar Smith-Petersen sem visualizar o anteparo medial perde o fundamento da técnica.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo