Na fratura da parede posterior, séries mostraram muitos maus resultados clínicos apesar de redução considerada anatômica na radiografia. A principal explicação apontada é que
- a via posterior sempre causa necrose da cabeça femoral.
- a fratura da parede posterior é estável e não deveria ser operada.
- a ossificação heterotópica é inevitável após o KOCHER-LANGENBECK.
- a radiografia superestima a redução: na tomografia, só cerca de um quinto estava perfeito.
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Conceito-chave
Uma radiografia com aparência anatômica pode esconder desnível residual na superfície articular. Na comparação discutida pelo resumo, 97% das reduções da parede posterior pareciam perfeitas nas radiografias, mas a TC mostrou apenas 22% perfeitas. É a explicação da alternativa D.
O quadril precisa de contato congruente entre a cabeça e o acetábulo. A avaliação bidimensional pode superestimar a reconstrução de uma superfície curva e fragmentada; por isso “redução anatômica na radiografia” não é garantia de perfeição tomográfica ou de bom resultado funcional (Rockwood, 10ª ed., cap. 51, “Resultados” e “Complicações”).
A impacção marginal e a lesão da cabeça também podem comprometer o resultado. O resumo relaciona artrose sobretudo à qualidade da redução, e não autoriza atribuir todo insucesso à necrose da cabeça ou à via empregada.
A meta continua sendo a redução mais precisa possível. A lição da série é reconhecer o limite do método de avaliação, não aceitar má redução nem concluir que uma parede posterior instável deva ficar sem fixação.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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