Na dissociação espinopélvica (fratura do sacro em U ou H), é correto afirmar que
- o diagnóstico depende da reconstrução sagital da tomografia, que mostra a cifose.
- o diagnóstico é fácil no AP da pelve e nos cortes axiais da tomografia.
- o déficit neurológico é raro, porque o traço transverso fica abaixo de S4.
- o tratamento de escolha, mesmo com cifose, é o conservador com carga livre.
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Conceito-chave
Traços bilaterais no sacro podem esconder uma lesão que só se torna clara no plano sagital: cifose com dissociação espinopélvica. A reconstrução sagital da TC é fundamental para o diagnóstico descrito, alternativa A.
Nas fraturas em U ou H, componentes verticais se unem a um transversal e separam o sacro superior ligado à coluna do restante da pelve. A perda de continuidade pode produzir angulação, impacção e compressão do canal. A AP e cortes axiais podem deixar a deformidade passar despercebida (Rockwood, 10ª ed., cap. 50, “A dissociação espinopélvica”).
Mecânica e neurologia precisam ser avaliadas em paralelo. A lesão pode comprometer raízes, sensibilidade em sela, tônus e função vesical/intestinal. A RM pode mostrar compressão neural, enquanto a TC define a configuração óssea e a cifose.
O autor favorece cirurgia para permitir mobilização e não trata conservadoramente pacientes com cifose sagital. Ausência de déficit não transforma uma deformidade importante em padrão de carga livre. A escolha da montagem depende de redução, corredores disponíveis e necessidade de descompressão.
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