No paciente hemodinamicamente instável por fratura do anel pélvico, uma condição para a eficácia do tamponamento pélvico pré-peritoneal é
- a embolização prévia de ambas as artérias ilíacas internas.
- a estabilização prévia da pelve, com fixador externo ou clamp em C.
- a abertura do peritônio para posicionar as compressas no fundo de saco.
- a aplicação apenas do lado da sacroilíaca lesada.
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Conceito-chave
As compressas precisam de uma parede firme contra a qual exercer pressão. Por isso, a eficácia do tamponamento pré-peritoneal exige pelve estabilizada por fixador externo ou clampe em C, alternativa B.
Grande parte do sangramento vem de veias e superfícies fraturadas. O tamponamento aborda essas fontes com compressas dos dois lados, das sacroilíacas para a sínfise, sem violar o peritônio. Se as hemipelves continuarem móveis, a aplicação da força perde a contenção mecânica pretendida (Rockwood, 10ª ed., cap. 50, “Tamponamento pélvico”).
Tamponamento e embolização não tratam exatamente o mesmo componente. A angiografia permite abordar fontes arteriais; a sequência depende da apresentação, disponibilidade e protocolo. O resumo menciona tamponamento em pacientes que já vão à sala e recomendação da EAST como resgate em fluxo multiprofissional. Isso não torna a embolização bilateral um pré-requisito técnico.
A via é pré-peritoneal mesmo quando outras intervenções abdominais ocorrem no mesmo atendimento. Não se deve confundir “paciente submetido a laparotomia” com “compressas colocadas dentro do peritônio”.
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