Na classificação de ROY-CAMILLE modificada por STRANGE-VOGNSEN para o traço transverso da dissociação espinopélvica, o tipo II apresenta
- cifose sem translação.
- translação completa, com o fragmento cefálico anterior ao caudal.
- cominuição completa sem desvio do fragmento cefálico.
- cifose com translação posterior do fragmento cefálico.
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Conceito-chave
Uma fratura transversa do sacro com cifose e translação posterior do fragmento cefálico corresponde ao tipo II de Roy-Camille modificado por Strange-Vognsen, alternativa D.
O padrão ocorre na dissociação espinopélvica: um traço horizontal se associa a componentes verticais, separando o sacro superior ligado à coluna da pelve. A deformidade tem dois componentes que precisam ser lidos separadamente: angulação em cifose e translação (Rockwood, 10ª ed., cap. 50, “A dissociação espinopélvica”).
O tipo I tem cifose sem translação. O II acrescenta translação posterior do segmento superior. O III apresenta translação completa, geralmente com o cefálico à frente do caudal. O IV é cominuição completa sem desvio do segmento cefálico. Trocar os sentidos de translação muda o tipo.
A reconstrução sagital é decisiva. A AP e um corte axial podem não mostrar a deformidade que compromete estabilidade e canal. O exame neurológico, inclusive função perineal e esfincteriana, deve acompanhar a avaliação mecânica, sem presumir o déficit apenas pelo número do tipo.
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