Orto Questões

Questão de Fratura do rádio distal (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoFratura do rádio distalOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na técnica mostrada nas radiografias, o teste intraoperatório para afastar distração excessiva e o momento habitual de retirada do implante são, respectivamente,

Fonte: Rockwood and Green's Fractures in Adults, 10ª ed., capítulo 43, figura 43-17B e C.
Fonte: Rockwood and Green's Fractures in Adults, 10ª ed., capítulo 43, figura 43-17B e C.
  1. desvio ulnar completo do punho; após 6 semanas.
  2. teste de estabilidade da radioulnar distal; após 6 meses.
  3. extensão passiva completa dos dedos; após 6 semanas.
  4. flexão passiva fácil dos dedos; cerca de 3 meses.
Responder no Orto Questões
Ver gabarito e conceito-chave

Gabarito: D · flexão passiva fácil dos dedos; cerca de 3 meses.

Conceito-chave

A placa em ponte dorsal. É uma placa longa, passada sob os extensores do rádio até o segundo ou terceiro metacarpo, chamada de "fixador interno". Como o fixador externo, mantém a redução por ligamentotaxia, a tração dos ligamentos e da cápsula. Foi descrita para politraumatizados e fraturas de alta energia e hoje é usada também em fraturas articulares muito cominutivas, inclusive em osso osteoporótico, com bons resultados.

Técnica. Incisão proximal na "área nua" do rádio, entre o braquiorradial e o extensor radial longo do carpo, protegendo o nervo cutâneo lateral do antebraço e o ramo superficial do radial (que emerge cerca de 8 cm proximal ao punho). Incisão distal sobre o segundo ou o terceiro metacarpo; para o terceiro, uma terceira incisão ulnar ao LISTER, com transposição do extensor longo do polegar. O segundo metacarpo é mais simples e teoricamente restaura melhor a inclinação radial; o terceiro dá montagem mais forte e permite fixação periarticular. A placa passa de distal para proximal, sob os extensores, e é fixada primeiro ao metacarpo; faz-se a redução com tração e supinação, prende-se provisoriamente ao rádio e confere-se na radioscopia. Pelo menos três parafusos de cada lado.

Teste da distração. A flexão passiva dos dedos deve ser fácil. Se a flexão passiva for limitada ou os dedos voltarem rápido para a extensão, há distração excessiva: soltar um pouco o comprimento e reavaliar. A distração excessiva diminui a flexão dos dedos e contribui para a rigidez.

Pós-operatório e retirada. Tala removível para conforto, carga de até 5 libras; o politraumatizado pode apoiar o antebraço em andador ou muletas. Mobilização imediata dos dedos. A placa é retirada após a consolidação, em geral por volta de 3 meses, para liberar a radiocárpica.

Complicações. As mais comuns são a irritação dos extensores e a rigidez dos dedos, ambas pouco frequentes nas séries. O TEOT 2025 cobrou a rigidez dos dedos como complicação desse método.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

Ver o comentário completo