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Questão de Fratura do rádio distal (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoFratura do rádio distalOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

O tendão mais frequentemente rompido após fratura do rádio distal, tanto no tratamento conservador quanto no cirúrgico, e a reconstrução preferida pelos autores são, respectivamente,

  1. extensor longo do polegar; transferência do extensor próprio do indicador.
  2. extensor longo do polegar; sutura término-terminal tardia.
  3. flexor longo do polegar; transferência do extensor próprio do indicador.
  4. extensor comum dos dedos; enxerto de palmar longo.
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Gabarito: A · extensor longo do polegar; transferência do extensor próprio do indicador.

Conceito-chave

Lesões tendíneas são comuns. Ocorrem tanto nas fraturas operadas quanto nas tratadas sem cirurgia. Tendinite e sensação de irritação são mais frequentes após a cirurgia.

O extensor longo do polegar (ELP). É o tendão mais rompido após fratura do rádio distal, nos tratamentos conservador e cirúrgico. O ELP contorna o tubérculo de LISTER como numa polia, dentro do terceiro compartimento extensor, num trajeto estreito e pouco vascularizado. No tratamento conservador, a fratura (muitas vezes pouco desviada) lesa o leito do tendão e o hematoma no compartimento compromete sua nutrição; a ruptura costuma aparecer semanas depois. No cirúrgico, o vilão são os parafusos da placa volar que passam da cortical dorsal, ou placas e fios dorsais.

Reconstrução. A sutura término-terminal raramente é possível, porque o tendão rompe por atrito e degeneração, com perda de segmento. Os autores preferem a transferência do extensor próprio do indicador, que tem trajeto e força adequados e deixa o indicador com o extensor comum.

Os flexores. O flexor longo do polegar também pode romper, sobretudo quando a placa volar fica distal à linha de transição ou é travada antes de o rádio estar reduzido contra ela. Retirada do implante e reparo, enxerto ou transferência.

Prevenção. Placa proximal à linha de transição volar e parafusos dorsais não salientes, conferidos na incidência tangencial dorsal. Na via dorsal, transpor o ELP para fora do retináculo.

A banca cobrou que a ruptura do ELP é mais frequente no tratamento não cirúrgico (TARO 2009) e a tenossinovite do terceiro compartimento (TARO 2010).

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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