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Questão de Fratura do rádio distal (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoFratura do rádio distalOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na via volar pelo flexor radial do carpo (HENRY modificada) para a placa no rádio distal, o assoalho da bainha do tendão é aberto mais para o lado radial para proteger

  1. a artéria radial.
  2. o ramo superficial do nervo radial.
  3. o nervo ulnar.
  4. o ramo cutâneo palmar do nervo mediano.
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Gabarito: D · o ramo cutâneo palmar do nervo mediano.

Conceito-chave

A via de trabalho do rádio distal. A via de HENRY modificada, também chamada trans-FRC ou via do flexor radial do carpo (FRC), usa o intervalo entre a artéria radial e o tendão do FRC. Em geral basta uma incisão pequena, longitudinal, centrada sobre o tendão.

Passo a passo:

  1. Abrir a bainha do FRC e mobilizar o tendão para ulnar.
  2. Abrir o assoalho da bainha preferencialmente pelo lado radial, para manter a dissecção profunda o mais longe possível do ramo cutâneo palmar do nervo mediano, que pode ser visto no lado ulnar da exposição.
  3. Mobilizar o flexor longo do polegar de forma romba e afastá-lo para ulnar junto com o FRC. Isso abre o espaço de PARONA, entre os flexores dos dedos e o pronador quadrado, cujas fibras são transversais.
  4. Elevar o pronador quadrado com incisão em L: longitudinal na borda radial do rádio e transversal na junção distal com os ligamentos extrínsecos volares. O reparo do pronador quadrado é difícil e não mostrou benefício.
  5. Se preciso, soltar o braquiorradial do estiloide para mobilizá-lo.

Cuidados. A via expõe melhor o lado radial do rádio distal; fragmentos ulnares exigem atenção especial na posição da placa e dos parafusos. Afastadores autoestáticos pontiagudos no plano profundo ameaçam o mediano e a artéria radial. A placa deve ficar proximal à linha de transição volar (watershed), para não lesar os flexores.

Na via de HENRY clássica ao terço distal do rádio, as estruturas em risco cobradas pela banca são a artéria radial e o ramo sensitivo do radial (TARO 2020). Na via do FRC, a artéria fica radial ao intervalo e o mediano com seu ramo cutâneo palmar, ulnar.

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