Na técnica de fixação mostrada na figura, a complicação neurológica mais comum e a medida que a previne são, respectivamente,

- lesão do ramo superficial do nervo radial; pequena incisão e dissecção romba até o osso.
- lesão do nervo mediano; uso de fios mais finos.
- lesão do ramo superficial do nervo radial; inserção percutânea direta, sem incisão.
- lesão do nervo interósseo posterior; fios apenas intrafocais.
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Conceito-chave
Fios percutâneos. A redução fechada com fixação percutânea é usada há quase um século, exige pouco material e é minimamente invasiva. É mais eficaz nas fraturas instáveis extra-articulares ou com envolvimento articular mínimo; fica difícil nas cominutivas. Os autores a reservam para pacientes com esqueleto imaturo e fraturas sem cominuição importante nem traço articular complexo; um grande fragmento articular do estiloide também vai bem com fios.
Como montar. Pelo menos dois fios, de 1,6 mm (0,062 polegada) no mínimo; muitos usam três ou mais. Em estudo biomecânico, dois fios no estiloide e um dorsoulnar, como na figura, foi a montagem mais resistente. O fio do estiloide começa na face lateral do rádio, até cerca de 1 cm da ponta, centrado no plano sagital, e vai para proximal e ulnar até furar a cortical ulnar; um segundo fio, divergente. Não há diferença comprovada entre técnicas, número de fios ou fios intra e extrafocais. Em geral, tala até a retirada dos fios em 6 semanas.
Complicações. As mais comuns são a infecção no trajeto dos fios (1,7% a 70%, quase sempre superficial) e a lesão do ramo superficial do nervo radial, em até 15% dos casos, tanto na inserção quanto na retirada de fios sepultados.
Prevenção. O ramo superficial do radial passa sobre o estiloide. Identificar o estiloide logo proximal à tabaqueira anatômica, fazer pequena incisão e dissecar de forma romba até o osso; inserir e retirar os fios sob visão direta. No dorso, a mesma dissecção protege os tendões extensores. No fixador externo, os pinos do rádio também são colocados após dissecção romba, pelo mesmo nervo.
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