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Questão de Fratura do rádio distal (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoFratura do rádio distalOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Após a redução fechada da fratura do rádio distal com desvio dorsal, evita-se imobilizar o punho em flexão acentuada porque

  1. a flexão favorece a perda da inclinação volar.
  2. a flexão aumenta a pressão no túnel do carpo.
  3. a flexão tensiona o pronador quadrado e desvia o fragmento.
  4. a flexão impede a mobilização das metacarpofalângicas.
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Gabarito: B · a flexão aumenta a pressão no túnel do carpo.

Conceito-chave

A redução fechada. Com analgesia adequada, aplica-se tração longitudinal com contratração no braço para desencaixar os fragmentos; se não bastar, exagera-se a deformidade. Depois, pressão direta no sentido desejado: dorsal para volar nas fraturas com desvio dorsal. A flexão do punho pode ajudar a reduzir, mas aumenta a pressão no túnel do carpo, e por isso o paciente não deve ser imobilizado nessa posição. Uma alternativa é a translação volar da palma, usando a ligamentotaxia (manobra de AGEE). Dedeiras de tração não melhoram a qualidade da redução.

Analgesia. Bloqueio hematoma, sedação venosa, anestesia regional ou geral: nenhuma mudou o sucesso da redução. O bloqueio regional venoso (BIER) dá o melhor alívio da dor sem mais complicações; o bloqueio hematoma é o mais usado no pronto-socorro.

Imobilização. Talas de uma ou duas lâminas, pinça de confeiteiro (sugartong), pinça reversa ou gesso de fibra de vidro: nenhum método se mostrou superior. Para fraturas reduzidas, gesso rígido é melhor que tala removível, e imobilizar acima do cotovelo não traz benefício. As metacarpofalângicas devem ficar livres, com exercícios dos dedos durante todo o período.

Seguimento. Radiografias semanais por 3 semanas nos pacientes ativos que precisaram de redução ou cuja estabilidade é duvidosa. Fraturas minimamente desviadas: gesso curto por 4 a 6 semanas no total. Reduzidas e estáveis: tala abaixo do cotovelo por 2 a 3 semanas, depois gesso curto por mais 3. Desvio no seguimento: tratar como fratura desviada e considerar cirurgia.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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