Na série prospectiva de MACKENNEY, com cerca de 4.000 fraturas do rádio distal, os preditores mais consistentes de instabilidade e consolidação viciosa foram
- angulação dorsal, sexo e lado dominante.
- traço articular, fratura da ulna e angulação dorsal.
- idade, variância ulnar e cominuição metafisária.
- mecanismo de alta energia, tabagismo e diabetes.
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Conceito-chave
A maior série sobre instabilidade. MACKENNEY e colaboradores acompanharam prospectivamente cerca de 4.000 fraturas do rádio distal por 5,5 anos. Os preditores de instabilidade precoce e tardia e de consolidação viciosa dependiam do desvio inicial, e os mais consistentes foram:
- idade do paciente;
- variância ulnar (encurtamento do rádio);
- cominuição metafisária.
A angulação dorsal, ao contrário do que muitos esperam, não foi preditor significativo. Com esses fatores, os autores construíram fórmulas de previsão (Wristcalc), disponíveis numa calculadora on-line, que o capítulo cita para estimar, antes da manipulação, a chance de sucesso da redução incruenta.
Comparando com outros estudos:
| Estudo | Preditores |
|---|---|
| LAFONTAINE | três ou mais de cinco critérios: angulação dorsal maior que 20 graus, cominuição dorsal, traço articular, fratura da ulna, idade acima de 60 |
| NESBITT | só a idade foi significativa |
| MACKENNEY | idade, variância ulnar e cominuição metafisária |
| WALENKAMP (metanálise) | cominuição dorsal, sexo feminino e idade acima de 60 |
| LAMARTINA | integridade da cortical volar ("volar hook") previu a inclinação volar final |
O denominador comum é a idade, refletindo a qualidade óssea: há correlação linear entre o escore T da densitometria e a instabilidade.
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