Pelos critérios de LAFONTAINE, o desvio secundário após redução da fratura do rádio distal é provável na presença de pelo menos quantos critérios, entre eles angulação dorsal inicial maior que quanto, respectivamente?
- três; 20 graus.
- três; 10 graus.
- dois; 20 graus.
- cinco; 10 graus.
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Conceito-chave
Prever a instabilidade. Muitas fraturas reduzidas no pronto-socorro voltam a desviar no gesso. Identificar cedo quem vai desviar ajuda a indicar cirurgia antes da consolidação viciosa.
Os critérios de LAFONTAINE, na radiografia inicial, em 112 fraturas tratadas sem cirurgia:
- angulação dorsal maior que 20 graus;
- cominuição dorsal;
- traço articular radiocárpico;
- fratura associada da ulna;
- idade acima de 60 anos.
A presença de três ou mais critérios se correlacionou fortemente com desvio secundário, mesmo após redução inicial correta. É a ferramenta mais usada na avaliação inicial.
As críticas. NESBITT, ao validar os critérios, encontrou a idade como único preditor significativo: o risco cresce com a idade. MACKENNEY, na maior série (cerca de 4.000 fraturas), apontou idade, variância ulnar e cominuição metafisária como preditores mais consistentes, e a angulação dorsal não foi preditor significativo; com esses dados criou uma calculadora (Wristcalc). A metanálise de WALENKAMP mostrou mais desvio com cominuição dorsal, sexo feminino e idade acima de 60, mas não com fratura da ulna ou traço articular.
Na prática. Idade é o preditor mais consistente, mas o idoso nem sempre precisa de anatomia perfeita para manter sua função. Por isso as fraturas de alto risco pedem radiografias semanais nas primeiras 3 semanas.
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