A fratura do rádio distal com desvio dorsal e a fratura de cisalhamento volar ocorrem tipicamente na queda com o punho, respectivamente, em
- flexão volar; dorsiflexão de 40 a 90 graus.
- dorsiflexão acima de 90 graus; extensão neutra.
- posição neutra; dorsiflexão de 40 a 90 graus.
- dorsiflexão de 40 a 90 graus; flexão volar.
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Conceito-chave
Quem fratura e como. A fratura do rádio distal é a mais comum do membro superior, responsável por pelo menos um sexto das fraturas atendidas no pronto-socorro. Tem distribuição bimodal: fraturas de alta energia no homem jovem e de baixa energia na mulher idosa, que tem incidência duas a três vezes maior que o homem. É a segunda fratura mais comum no idoso.
O mecanismo determina o desvio. A maioria resulta de queda da própria altura sobre a mão espalmada. A fratura com desvio dorsal ocorre geralmente com a mão estendida e o punho entre 40 e 90 graus de dorsiflexão. As fraturas de cisalhamento volar e as com desvio volar ocorrem com o punho em flexão volar. Fraturas de alta energia (quedas de altura, acidentes de trânsito, trabalho) são a minoria.
Qualidade óssea. A gravidade da fratura se associa à má qualidade óssea; há correlação linear entre o escore T da densitometria e a instabilidade precoce e a consolidação viciosa. Curiosamente, os idosos que fraturam o punho são, em geral, mais aptos que os que fraturam cotovelo ou úmero proximal: têm reflexos preservados para estender a mão na queda, embora tenham pior estabilidade postural que pessoas da mesma idade sem fratura.
A deformidade típica. Angulação dorsal do rádio com flexão compensatória do carpo: a deformidade em dorso de garfo.
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