Após osteossíntese do rádio pela via anterior de HENRY, o paciente apresenta perda isolada da flexão da interfalângica do polegar. A causa provável e a conduta são, respectivamente,
- neurotmese do interósseo anterior; exploração imediata.
- neuropraxia do interósseo posterior; observação.
- neuropraxia por tração do interósseo anterior; observação.
- compressão do mediano no túnel do carpo; liberação.
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Conceito-chave
A perda isolada da flexão do polegar depois da via de Henry corresponde ao quadro descrito de tração do interósseo anterior. Esse nervo inerva o flexor longo do polegar; por isso, uma disfunção motora pode aparecer como incapacidade de fletir sua interfalângica. O resumo descreve neuropraxia, que costuma recuperar com observação.
Isso difere da lesão mais frequente da cirurgia do antebraço em geral: o interósseo posterior, sobretudo no rádio proximal por Thompson. “Mais frequente” não decide sozinho uma vinheta com função perdida e acesso expressamente informados. A função e o contexto localizam melhor o problema que uma regra de frequência isolada.
Neuropraxia e neurotmese também não são intercambiáveis. A primeira é o padrão reversível por tração apresentado no resumo; a segunda supõe uma gravidade que este enunciado não demonstra. No cenário descrito, a fonte sustenta observação, sem que isso substitua reavaliar o paciente e acompanhar a recuperação.
Na Biblioteca, leia “O nervo da cirurgia” e a inervação do plano profundo em “Músculos e compartimentos”. Compare a perda de flexão com as paralisias do interósseo posterior, evitando usar o mesmo nervo para todo déficit pós-operatório.
Por que esta questão foi criada. Treina localização pela função perdida e pelo acesso, contrastando a neuropraxia anterior de Henry com a lesão posterior mais frequente na cirurgia do antebraço.
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