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Questão de Fratura do úmero distal (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoFratura do úmero distalOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na radiografia lateral ilustrada, o segundo arco subcondral indica extensão da fratura do capitelo à

Fonte: Rockwood and Green's Fractures in Adults, 10ª ed., capítulo 39, figura 39-31A.
Fonte: Rockwood and Green's Fractures in Adults, 10ª ed., capítulo 39, figura 39-31A.
  1. cabeça radial.
  2. coluna medial.
  3. diáfise umeral.
  4. crista lateral da tróclea.
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Gabarito: D · crista lateral da tróclea.

Conceito-chave

O duplo arco informa a extensão articular. Uma fratura por cisalhamento coronal pode destacar o capitelo e prolongar-se para a crista lateral da tróclea. Na radiografia lateral da figura 39-31A, esse fragmento produz dois contornos subcondrais curvos. O capítulo explica que um arco corresponde ao capitelo e o outro à crista lateral troclear. O sinal mostra que a lesão ultrapassa a superfície capitellar isolada. A pergunta se refere ao segundo arco, e não a uma segunda fratura independente da cabeça radial.

O capitelo é a parte articular lateral do úmero distal e relaciona-se com a cabeça radial. A tróclea participa da articulação com a ulna. As duas superfícies integram o segmento articular apoiado pelas colunas medial e lateral, descritas nas páginas 14 a 16. Em uma lesão frontal, a superfície anterior pode se separar sem equivaler a uma fratura completa que desliga todo o segmento articular da diáfise. A forma do fragmento e sua extensão ajudam a distinguir fraturas B3 de padrões bicolunares.

Duas curvas não significam dois ossos diferentes. O termo subcondral indica o osso que acompanha a superfície cartilaginosa. No sinal demonstrado, os dois arcos pertencem ao fragmento do úmero: um capitellar, o outro troclear lateral. A cabeça radial está próxima e pode apresentar fratura associada, como na figura 39-32, mas não é a explicação do segundo arco nessa figura. Procurar lesões associadas é necessário, porém não muda a identidade das superfícies responsáveis pelo sinal.

Na classificação de BRYAN-MORREY modificada, a extensão troclear participa do tipo IV de MCKEE. O sistema DUBBERLEY também considera se capitelo e tróclea permanecem juntos ou estão separados. A AO/OTA usa o grupo B3 para cisalhamentos frontais articulares parciais. Esses sistemas organizam a lesão por critérios diferentes. O sinal radiográfico sugere envolvimento troclear, mas não revela sozinho toda a cominuição posterior nem permite escolher automaticamente um subtipo de cada classificação.

A extensão muda a exposição necessária. A página 46 descreve fixação rígida com redução anatômica. Para capitelo com grande participação da tróclea, pode ser preciso ampliar a visualização medial. O capítulo apresenta opções: abrir lateralmente o cotovelo preservando o ligamento medial como dobradiça, usar uma abordagem medial separada, acesso anterior ou osteotomia olecraniana quando adequado ao padrão. A escolha deve equilibrar o que precisa ser visto e as estruturas que serão interrompidas pelo acesso.

Os parafusos podem ser inseridos pela superfície articular com suas cabeças rebaixadas ou de posterior para anterior. Padrões com impactação ou cominuição posterior podem precisar de desimpactação, enxerto e placa de suporte. A presença do duplo arco não decide a direção do parafuso nem comprova que será necessária placa posterior. Esses passos dependem da anatomia completa, que pode ser melhor esclarecida por tomografia nos casos complexos.

O TARO 2020 cobrou diretamente a combinação capitelo e tróclea no sinal da dupla semilua. A prova INTO 2026 também abordou o sinal, com descrição mais genérica de fratura coronal do capitelo. Aqui, a imagem foi limitada ao painel lateral inicial da figura 39-31A para permitir uma pergunta diagnóstica real. A seta do livro aponta o contorno relevante e não traz o nome da estrutura, de modo que o candidato precisa interpretar o sinal.

A leitura útil para prova e planejamento é identificar a extensão da superfície, confirmar o restante da anatomia e preservar a distinção entre lesão articular do úmero e fratura associada da cabeça radial. O segundo arco é um detalhe visual com consequência prática, porque uma exposição adequada só ao capitelo pode ser insuficiente para tratar o componente medial da fratura.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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