Na classificação de BRYAN-MORREY modificada, os tipos III e IV correspondem, respectivamente, a
- cominuição; extensão troclear.
- extensão troclear; cominuição.
- cominuição; fragmento osteocondral fino.
- extensão troclear; fragmento osteocondral fino.
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Conceito-chave
Cominuição e extensão não são o mesmo atributo. Nas fraturas do capitelo, a classificação de BRYAN-MORREY descreve padrões que ajudam a organizar a anatomia antes da fixação. O tipo I, HAHN-STEINTHAL, apresenta grande componente ósseo subcondral; o tipo II, KOCHER-LORENZ, consiste em fragmento osteocondral fino. O tipo III é uma fratura cominuída. A modificação de MCKEE acrescenta o tipo IV, caracterizado por um fragmento que envolve o capitelo e se estende à tróclea. O par da questão distingue fragmentação de extensão medial.
A palavra cominuída indica que a superfície e o osso não estão reunidos em um único fragmento simples. A extensão troclear descreve quais partes da articulação participam do fragmento. O capítulo apresenta o tipo IV como fratura tipo I do capitelo com envolvimento da metade lateral da tróclea. Isso não deve ser reduzido a capitelo isolado nem confundido com uma lâmina fina apenas pela presença de cartilagem. A leitura das radiografias e da tomografia precisa identificar ambos os atributos.
A imagem pode mostrar que a fratura ultrapassa o capitelo. A figura 39-31, discutida na página 46, demonstra o sinal do duplo arco. Um arco corresponde ao osso subcondral do capitelo; o outro, à crista lateral da tróclea. A imagem é um indício de extensão para a superfície troclear lateral, não um marcador obrigatório de cominuição. Da mesma forma, uma descrição de múltiplos fragmentos não prova, por si só, qual extensão medial está envolvida. Essas distinções evitam usar uma classificação como sinônimo de outra.
O capítulo reúne outros sistemas para padrões articulares. Na AO/OTA, fraturas frontais articulares parciais pertencem ao grupo B3; há subgrupos para capitelo, tróclea e ambos. DUBBERLEY diferencia, entre outros aspectos, capitelo e tróclea em um fragmento ou em fragmentos separados, além da cominuição posterior. RING descreve o acréscimo progressivo de acometimento epicondilar e posterior. Os nomes dos sistemas não são intercambiáveis: um numeral só tem significado depois de identificar a classificação utilizada.
A consequência é planejar exposição e suporte. O capítulo orienta redução anatômica e fixação rígida para capitelo com grande envolvimento troclear. A exposição da porção medial pode exigir extensão do acesso lateral, uma janela medial separada, abordagem anterior ou osteotomia olecraniana, conforme a anatomia. A liberação lateral para abrir o cotovelo deve considerar o ligamento medial como dobradiça e a necessidade de reparar as estruturas liberadas. O tipo da fratura ajuda a reconhecer a exigência de exposição, sem tornar obrigatório o mesmo acesso em todos os pacientes.
Quando há cominuição ou impactação posterior, a página 46 destaca que isso pode impedir a redução adequada da superfície anterior. Pode ser necessário desimpactar, preencher defeitos com enxerto e acrescentar suporte por placa posterolateral. Esse é um problema técnico adicional, que não se resolve apenas ao memorizar III ou IV. Fragmentos pequenos também demandam implantes suplementares e trajetórias que não interfiram com a montagem final.
O TARO 2014 cobrou o tipo IV de MCKEE associado à extensão troclear, e o TARO 2026 voltou ao tipo III associado à cominuição. São dois fatos recorrentes da mesma família. A questão os aproxima em um par para exigir distinção, sem importar um suposto tipo V de BRYAN-MORREY: o tipo V discutido neste capítulo pertence à classificação de RING.
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