Nas fraturas do capitelo, os tipos I e II de BRYAN-MORREY apresentam, respectivamente,
- lâmina osteocondral; lâmina osteocondral.
- fragmento ósseo amplo; lâmina osteocondral.
- lâmina osteocondral; fragmento ósseo amplo.
- fragmento ósseo amplo; fragmento ósseo amplo.
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Conceito-chave
O tamanho do componente ósseo muda a fratura. O capitelo forma a porção lateral da superfície articular do úmero distal e articula com a cabeça radial. Suas fraturas por cisalhamento coronal pertencem ao grupo das fraturas articulares parciais. A superfície pode se separar como um fragmento com osso subcondral suficiente para fixação ou como uma lâmina osteocondral muito fina. Essa diferença fundamenta os tipos I e II de BRYAN-MORREY e ajuda a antecipar a dificuldade de obter uma montagem estável.
No tipo I, chamado HAHN-STEINTHAL, o fragmento inclui a superfície articular e uma grande porção de osso subcondral. Na figura 39-6A, o componente ósseo tem espessura apreciável. No tipo II, chamado KOCHER-LORENZ, a lesão é predominantemente osteocondral, com uma camada óssea fina, como na figura 39-6B. Os dois podem comprometer o capitelo, mas não oferecem a mesma quantidade de osso para receber implantes. O número romano identifica esse atributo, e não simplesmente a intensidade do desvio radiográfico.
Reconhecer o fragmento é mais útil que decorar um nome isolado. A classificação apresentada nas páginas 12 e 13 também inclui o tipo III, cominuído, e a modificação tipo IV de MCKEE, na qual o fragmento envolve o capitelo e se estende à tróclea. Essas categorias acrescentam outros critérios: número de fragmentos e extensão medial. Portanto, espessura óssea, cominuição e participação troclear são informações diferentes. Um fragmento fino não deve ser chamado automaticamente de tipo III; a cominuição precisa estar presente para essa identificação.
O mecanismo típico das fraturas articulares parciais é uma queda sobre a mão estendida. A avaliação deve procurar lesões associadas, especialmente da cabeça radial e dos ligamentos. O capítulo recomenda tomografia em padrões complexos para revelar fragmentação e extensão articular que podem não ficar claros nas radiografias. Essa investigação é relevante porque o fragmento observado de perfil pode não representar toda a lesão. A classificação inicial deve ser conferida diante da anatomia completa da fratura.
A espessura orienta a técnica, sem tornar a conduta automática. Para fraturas do capitelo com osso suficiente, o objetivo é redução anatômica e fixação rígida que permita movimento precoce. A página 46 descreve parafusos sem cabeça ou convencionais com cabeça rebaixada, inseridos pela frente ou por trás conforme o padrão e a exposição. A montagem deve respeitar a superfície articular e a estabilidade ligamentar. O acesso lateral utiliza o intervalo de KOCHER e uma artrotomia anterior ao ligamento colateral ulnar lateral.
A mesma página explica por que os fragmentos tipo II são difíceis de fixar: são finos e podem estar fragmentados. Entre as opções discutidas estão tentativa de fixação com pinos bioabsorvíveis, excisão do fragmento, enxerto osteocondral e artroplastia do capitelo. Não existe nesse trecho uma regra de que todo tipo II deve ser excisado. A descrição morfológica sustenta o planejamento, enquanto tamanho, reconstruibilidade e lesões associadas continuam relevantes para escolher a operação.
A banca voltou à classificação no TARO 2026 ao cobrar o tipo com cominuição. Um item do acervo sem ano compara diretamente os tipos II e III. Aqui, a pergunta muda o ângulo para a quantidade de osso dos tipos I e II, preservando a lógica de combinar dois dados próximos. O candidato deve ler os dois componentes da alternativa; acertar o primeiro e inverter o segundo não completa corretamente a frase.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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