Entre as indicações de fixação da fratura do terço médio da clavícula listadas no Rockwood, é considerada mais absoluta
- o encurtamento maior que 2 cm.
- a fratura segmentar.
- o déficit neurológico progressivo.
- a fratura bilateral da clavícula.
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Conceito-chave
Déficit neurológico progressivo é uma das indicações “mais absolutas” de fixação na tabela do capítulo. A palavra progressivo é decisiva. Um déficit que piora durante o acompanhamento não deve ser equiparado automaticamente a qualquer alteração sensitiva inicial e estável.
A tabela também destaca fratura exposta, pele ameaçada, lesão vascular que exige reparo e ombro flutuante. Nessas situações, o tratamento precisa lidar com uma ameaça ou uma instabilidade associada, além do risco estatístico de não união.
Encurtamento maior que 2 cm, fratura segmentar e bilateralidade podem pesar na decisão, mas estão entre as indicações relativas apresentadas. Elas devem ser integradas à deformidade, à demanda funcional, às condições do paciente e aos riscos. “Relativa” não significa irrelevante; significa que a indicação não decorre da presença isolada do achado com a mesma força da ameaça progressiva.
Na prática do raciocínio: examine e documente a função neural de modo seriado. Reconhecer progressão exige uma avaliação inicial para comparação. A decisão sobre fixar a fratura não dispensa avaliar o mecanismo da lesão neural e as lesões associadas.
Leia “Quem operar”, na Biblioteca. Compare as indicações destacadas como mais absolutas com as relativas, sem transformar um número de encurtamento em regra universal.
Por que esta questão foi criada. O TARO 2008 cobrou indicação absoluta em alternativas com lesão nervosa, ombro flutuante e bilateralidade. O simulado explicita a progressão para evitar a ambiguidade de tratar todo déficit como equivalente.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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