Na reconstrução da instabilidade esternoclavicular crônica, a técnica com melhores propriedades mecânicas iniciais é ______, e a fixação com fios de KIRSCHNER através da articulação é ______.
- a transferência do disco intra-articular para o canal medular; recomendada como complemento
- a transferência do disco intra-articular para o canal medular; contraindicada
- o enxerto de semitendíneo em oito pelo manúbrio e pela clavícula; contraindicada
- o enxerto de semitendíneo em oito pelo manúbrio e pela clavícula; recomendada como complemento
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Conceito-chave
Tecido e estabilização. O Rockwood (capítulo 32, Operative Treatment of Sternoclavicular Joint Injuries) explica que as técnicas servem tanto para instabilidade anterior quanto posterior, porque o objetivo é estabilizar a extremidade medial da clavícula a uma estrutura vizinha. O cirurgião decide o tecido (ligamentos e cápsula locais, transferências do subclávio ou do esternocleidomastóideo, enxertos) e a estabilização (à primeira costela, ao manúbrio ou a ambos). Deve-se poupar ao máximo as estruturas ligamentares anteriores, e a ressecção da clavícula medial raramente é recomendada, porque tende a agravar a instabilidade.
O estudo de Spencer. Em cadáveres, três reconstruções foram testadas até a falha em translação anterior e posterior:
| Técnica | Resultado |
|---|---|
| ligamento intramedular (transferência do disco para o canal medular) | inferior |
| transferência do tendão do subclávio | inferior |
| semitendíneo em oito por furos na clavícula e no manúbrio | melhores propriedades mecânicas iniciais |
No enxerto em oito (Figura 32-48), os ramos do tendão ficam paralelos atrás da articulação e cruzam-se na frente. É a técnica preferida dos autores quando o reparo agudo não é possível (apresentação tardia ou tecido ruim). Série de 19 pacientes: 86% de retorno ao esporte e 96% de sobrevida do construto em cerca de 94,5 meses; numa população militar, 35,7% de complicações e 14,3% de recidiva. As revisões sistemáticas confirmam: na instabilidade crônica, o tendão em oito é mais forte que o tecido local, com apoio biomecânico e clínico.
Fios e pinos. Fios de Kirschner e pinos de Steinmann eram recomendados nos anos 1960 e 1970, mas são históricos pela alta taxa de complicações, principalmente migração; uma revisão recente os considera absolutamente contraindicados. Placas (BALSER com gancho retroesternal, placa em "ledge", placas bloqueadas a 90 graus) continuam opção válida, mas geralmente precisam ser retiradas.
Pós-operatório. Tipoia por 6 semanas, sem empurrar, puxar ou levantar; uso gradual nas atividades a partir de 12 semanas. Sempre fazer radiografia de tórax após a cirurgia (pneumotórax, hemotórax). Complicações gerais de 15,6%; recidiva em 4%.
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