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Questão de Luxação acromioclavicular (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoLuxação acromioclavicularOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na luxação esternoclavicular posterior que se apresenta após 1 a 2 semanas do trauma, antes da cirurgia deve-se obter ______, e no paciente com esqueleto maduro a conduta recomendada é ______.

  1. ultrassonografia com Doppler; observação, se assintomático
  2. ultrassonografia com Doppler; tratamento cirúrgico
  3. angiotomografia; observação, se assintomático
  4. angiotomografia; tratamento cirúrgico
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Gabarito: D · angiotomografia; tratamento cirúrgico

Conceito-chave

O tempo muda tudo. O Rockwood (capítulo 32, Chronic SC Dislocations) divide a luxação EC posterior crônica em apresentação tardia (mais de 48 horas) e crônica tardia (meses a anos). Lesões que chegam após 7 a 10 dias são consideradas subagudas: a redução fechada provavelmente não funcionará (o sucesso após 48 horas é raramente relatado, embora já descrito até 10 dias), e a redução aberta costuma ser necessária.

O perigo das 1 a 2 semanas. Por volta de 1 a 2 semanas após o trauma, os tecidos vizinhos formam cicatriz e aderências na face posterior da clavícula, o que aumenta o risco de lesão vascular durante a manobra de redução. Por isso:

  • é especialmente crítico obter angiotomografia pré-operatória para avaliar o estado vascular;
  • a equipe vascular e de circulação extracorpórea deve estar preparada na sala.

O capítulo é claro: a angio-TC é o exame vascular padrão-ouro, indicado se houver suspeita de lesão vascular aguda e em todas as apresentações crônicas ou tardias. O Doppler pode diagnosticar trombose e oclusão, mas não substitui a angio-TC para localizar e definir a extensão da lesão.

O que acontece se não tratar. Complicações tardias das luxações posteriores não reduzidas:

RelatoComplicação
Stanklercongestão vascular aos esforços; trombose da veia subclávia 4,5 anos depois
Mehtaoclusão tardia da artéria subclávia aos 6 meses
Egeluxações bilaterais crônicas com compressão vascular aos 2 anos, resolvidas com ressecção das cabeças claviculares
outrassíndrome do desfiladeiro torácico, insuficiência respiratória, dispneia aos esforços, disfagia, trombose de esforço

Por isso, o tratamento cirúrgico é fortemente recomendado para pacientes com esqueleto maduro e luxação EC posterior. A observação só é discutida no esqueleto imaturo com lesão fisária posterior assintomática, com vigilância.

Resultados. Os resultados funcionais das luxações agudas são significativamente melhores que os das crônicas; diagnóstico preciso e tratamento precoce são o ideal. Deixar a articulação luxada leva a maus resultados em até 42% (Sernandez).

Ligação com a prova. A banca já cobrou a associação da síndrome do desfiladeiro torácico com a luxação esternoclavicular (TARO 2014).

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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