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Questão de Luxação acromioclavicular (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoLuxação acromioclavicularOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na lesão fisária posterior da extremidade medial da clavícula, comparada à luxação esternoclavicular posterior, a redução fechada tem ______ taxa de sucesso, e, se for irredutível e assintomática, ______.

  1. maior; deve ser reduzida a céu aberto de imediato
  2. menor; pode ser observada, com vigilância por cerca de 2 anos
  3. maior; pode ser observada, com vigilância por cerca de 2 anos
  4. menor; deve ser reduzida a céu aberto de imediato
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Gabarito: B · menor; pode ser observada, com vigilância por cerca de 2 anos

Conceito-chave

Fise que demora a fechar. O Rockwood (capítulo 32, Acute Posterior Physeal Injuries of the Medial Clavicle) lembra que a fise medial da clavícula só fecha aos 23 a 25 anos, e que a maioria das "separações" EC de crianças e adolescentes é, na verdade, fratura fisária. As lesões fisárias posteriores, como as luxações posteriores, devem ser reduzidas quando se apresentam agudamente, com as mesmas técnicas; reduzida e estável, mantém-se em imobilização em oito por 3 a 4 semanas.

A redução fechada funciona pior. Lafosse, numa série multicêntrica de 30 pacientes:

LesãoSucesso da redução fechada
luxação EC posterior50% (5 de 10)
separação fisária posterior0% (0 de 4)

Os autores recomendaram redução aberta para as separações fisárias posteriores e atribuíram a dificuldade à espícula metafisária do traço SALTER-HARRIS tipo II. Mesmo com redução confirmada no intraoperatório, pode haver redeslocamento inesperado, até após 1 semana.

A única diferença de conduta. A diferença entre a separação fisária posterior e a luxação posterior aparece quando a lesão fisária não reduz por meios fechados e o paciente não tem sintomas importantes: nesse caso, o desvio pode, em teoria, ser observado, porque a fratura costuma consolidar e há remodelação, potencial que vai até os 23 a 25 anos. Zaslav relatou um menino de 13 anos com remodelação completa na TC aos 6 meses.

Mas com vigilância. Emms relatou trombose da subclávia 2 anos após uma lesão tratada sem cirurgia, desencadeada por novo trauma sobre uma lesão fisária remodelada; foi necessária ressecção da primeira costela. Por isso, a observação inclui seguimento próximo nos primeiros 2 anos, com estudos vasculares e/ou TC seriados, período em que ocorre a maioria das complicações tardias relatadas.

Se houver sintomas. Desvio posterior sintomático e irredutível deve ser reduzido cirurgicamente e reconstruído como na luxação posterior do adulto; Waters tratou com sucesso 13 fraturas-luxações posteriores em crianças e adolescentes, e mais de 70% das crianças operadas voltaram ao mesmo nível esportivo.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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