Homem de 30 anos, após acidente de moto, tem dor esternoclavicular, tosse seca e rouquidão. A tomografia (imagem) mostra luxação esternoclavicular posterior com desvio da traqueia, 12 horas após o trauma. A conduta mais adequada é

- tipoia e observação, pois a remodelação corrige o desvio.
- ressecção da extremidade medial da clavícula como primeira opção.
- redução fechada sob anestesia, com cirurgião torácico disponível.
- redução aberta de rotina, sem tentativa de redução fechada.
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Conceito-chave
Uma emergência ortopédica. O Rockwood (capítulo 32) considera a luxação esternoclavicular posterior aguda uma verdadeira emergência ortopédica, que pode ameaçar a vida se muito desviada ou se o hematoma comprometer a respiração. As complicações graves das lesões da EC ocorrem quase sempre nas posteriores.
O que pode estar atrás da clavícula. Atrás da EC há uma "cortina" de músculos (esterno-hióideo, esternotireóideo, escalenos) que esconde a artéria e a veia inominadas, o vago, o frênico, a jugular interna, a traqueia e o esôfago; o arco aórtico, a veia cava superior e a artéria pulmonar direita ficam muito próximos. Lesões associadas descritas: compressão da traqueia (dispneia, sufocação), pneumotórax, laceração ou compressão dos grandes vasos (menos de 2% em revisões), perfuração do esôfago, lesão do plexo braquial. Worman e Leagus encontraram complicações de traqueia, esôfago ou grandes vasos em 26,7% (16 de 60) dos casos da literatura.
Sinais. Mais dor que na anterior; menor plenitude anterior do tórax; congestão venosa no pescoço ou no braço; tosse seca e rouquidão; dificuldade para respirar ou engolir; pulso presente não exclui lesão vascular. O exame não diferencia com segurança anterior e posterior: TC dos dois lados, e angio-TC se houver suspeita vascular.
Tratamento: redução fechada primeiro. Até os anos 1950 a regra era operar; desde então, o tratamento de escolha é a redução fechada. A maioria das luxações posteriores reduz se tentada nas primeiras 48 horas, e a redução aguda costuma ser estável.
| Técnica | Como |
|---|---|
| tração em abdução | decúbito dorsal, coxim de 7 a 10 cm entre os ombros, tração lateral no braço abduzido trazido para extensão; contratração no tórax |
| tração em adução (BUCKERFIELD e CASTLE) | coxim entre os ombros, tração com o braço aduzido e pressão para baixo no ombro |
| pinça de campo | se falhar, pinça estéril envolvendo a diáfise da clavícula, puxando para lateral e anterior; ou pino de Schanz percutâneo |
Depois, tipoia por 2 a 4 semanas. A redução deve ser confirmada em imagem axial (TC). Se a fechada falhar, faz-se redução aberta, cuja eficácia não é prejudicada pela tentativa anterior; o tórax inteiro é preparado e o cirurgião torácico fica disponível. Um estudo nacional (Leonard) encontrou 0% de lesão vascular, questionando a obrigatoriedade desse apoio, mas a recomendação habitual se mantém.
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