A osteólise pós-traumática da clavícula distal associa-se a ______, e, se a alteração for bilateral, deve-se pensar em ______.
- luxações acromioclaviculares de alto grau; osteólise maciça de GORHAM, gota e mieloma
- luxações acromioclaviculares de alto grau; artrite reumatoide, hiperparatireoidismo e esclerodermia
- lesões acromioclaviculares de baixo grau e microtrauma repetido; artrite reumatoide, hiperparatireoidismo e esclerodermia
- lesões acromioclaviculares de baixo grau e microtrauma repetido; osteólise maciça de GORHAM, gota e mieloma
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Conceito-chave
Um achado radiográfico, nem sempre doloroso. O Rockwood (capítulo 32, Osteolysis of the Distal Clavicle) descreve a osteólise da clavícula distal como achado de imagem que pode ou não vir com dor na AC à adução cruzada e ao levantamento acima da cabeça.
A causa. A osteólise pós-traumática se associa a lesões AC de baixo grau em que ocorre resposta inflamatória prolongada ou lesão repetida. Madsen reuniu 8 casos da literatura e 7 próprios: todos tinham algum grau de separação AC ou microtrauma repetido na região, como o trabalhador com ferramenta pneumática. A Tabela 32-1 cita também o levantamento de peso e a atividade repetitiva acima da cabeça como causas de artrose AC por sobrecarga.
A histologia. O osso subcondral mostra intensa atividade osteoblástica, o que confirmou a hipótese de microtrauma repetido com processo inflamatório recorrente.
Unilateral ou bilateral.
| Situação | Pensar em |
|---|---|
| alteração só no ombro lesado | osteólise pós-traumática (o habitual) |
| alteração nos dois ombros | artrite reumatoide, hiperparatireoidismo, esclerodermia |
| lesão em um ombro, diagnóstico diferencial | osteólise maciça de GORHAM, gota, neoplasia como mieloma múltiplo |
Outros achados crônicos. A ossificação coracoclavicular é resposta de cicatrização após lesão dos ligamentos CC, comum nas luxações crônicas de grau maior; nunca foi associada a mais dor ou disfunção, mas pode precisar ser retirada para reduzir a AC na cirurgia. Verstift mostrou, nas tipo I e II, mais deformidade, osteólise e ossificação no lado lesado, sem impacto nos resultados em 7 anos. Mouhsine encontrou 52% de sintomáticos 6 anos após lesões tipo I e II, com osteólise entre as causas.
Ligação com a prova. A banca já perguntou que a osteólise pós-traumática acomete principalmente púbis e clavícula (TARO 2014).
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