No politraumatizado inconsciente com luxação acromioclavicular de alto grau, deve-se suspeitar de dissociação escapulotorácica quando o deslocamento for ______, e o exame inicial que a sugere é ______.
- superior; a incidência de ZANCA bilateral
- superior; a radiografia anteroposterior do tórax
- lateral; a incidência de ZANCA bilateral
- lateral; a radiografia anteroposterior do tórax
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
No politraumatizado, um afastamento lateral importante da cintura escapular deve levantar a suspeita de dissociação escapulotorácica. A radiografia AP do tórax permite comparar a escápula com a coluna: D.
A lesão pode ser devastadora mesmo com a pele íntegra. O mecanismo é uma distração lateral violenta, por exemplo quando o membro fica preso e o corpo continua em movimento. Desfazem-se conexões osteoligamentares e musculares, com possível lesão de grandes vasos e do plexo braquial (Rockwood, 10ª ed., cap. 33, “Dissociação escapulotorácica”).
Deslocamento superior acromioclavicular e lateralização da cintura não são equivalentes. Olhar apenas a clavícula em relação ao acrômio pode esconder a mudança da posição de toda a escápula em relação ao tronco. A imagem do tórax oferece essa visão mais ampla e também procura as lesões intratorácicas que influem na sobrevida.
O exame neurológico e vascular é central, mas no paciente inconsciente sua interpretação pode ser limitada. A extensão da lesão do plexo é um fator decisivo do prognóstico; pele fechada e eventual circulação colateral não tornam o quadro benigno. O resumo não fornece um número de distância que, isoladamente, substitua essa avaliação.
Por que esta questão foi criada. Ela muda o foco da articulação acromioclavicular para a relação da escápula inteira com o esqueleto axial, sinal de uma lesão neurovascular muito mais grave.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo