Na criança e no adolescente, a lesão que simula luxação acromioclavicular é geralmente ______, e os ligamentos coracoclaviculares permanecem inseridos ______.
- luxação acromioclavicular verdadeira; na clavícula distal
- fratura fisária SALTER-HARRIS tipo II; no tubo periosteal intacto
- fratura fisária SALTER-HARRIS tipo II; no fragmento medial da clavícula
- luxação acromioclavicular verdadeira; no tubo periosteal intacto
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Conceito-chave
A fise lateral muda tudo. O Rockwood (capítulo 32, Figura 32-23) explica que, em crianças e adolescentes, a fise da clavícula distal fica medial à reflexão capsular da AC. Por isso, nessa faixa etária, as lesões costumam ser fraturas SALTER-HARRIS tipo II da fise, e não luxações acromioclaviculares verdadeiras.
O que se desloca e o que fica.
- Os ligamentos coracoclaviculares permanecem presos ao tubo periosteal intacto, que fica no lugar junto com a epífise e a articulação.
- O fragmento medial da clavícula (a metáfise) se desloca para cima, saindo por uma ruptura dorsal (superior) do periósteo.
- Na radiografia, parece uma luxação AC de alto grau, mas a articulação e os ligamentos estão íntegros: é uma pseudoluxação.
Por que isso importa. A lesão se comporta como fratura em osso em crescimento, com a articulação e os ligamentos preservados, e não como ruptura ligamentar que precise ser reconstruída.
A mesma lógica na outra ponta. A extremidade medial da clavícula tem a última fise a fechar do corpo (23 a 25 anos), e muitas "luxações esternoclaviculares" de adolescentes e adultos jovens são, na verdade, lesões fisárias. O capítulo insiste nesse paralelo: nas duas extremidades da clavícula, o jovem tende a fraturar pela fise em vez de luxar.
Ligação com a prova. A banca já cobrou, na fratura desviada da extremidade distal da clavícula da criança (tipo V de ROCKWOOD para crianças), que a estrutura que se rompe é o periósteo superior (TARO 2018), e que na fratura lateral da clavícula da criança a lesão dos ligamentos coracoclaviculares é rara (TARO 2006).
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