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Questão de Luxação acromioclavicular (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoLuxação acromioclavicularOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na lesão acromioclavicular tipo II de ROCKWOOD, a clavícula distal é instável no plano ______, e a radiografia mostra subluxação superior de ______ da largura da clavícula.

  1. vertical; menos de 50%
  2. vertical; mais de 100%
  3. horizontal; menos de 50%
  4. horizontal; mais de 100%
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Gabarito: C · horizontal; menos de 50%

Conceito-chave

O que rompe na tipo II. O Rockwood (capítulo 32) define a tipo II como uma força moderada na ponta do ombro, suficiente para romper os ligamentos acromioclaviculares, com os coracoclaviculares lesados, mas íntegros.

Instabilidade só horizontal. Como os ligamentos AC são os restritores do plano horizontal (anteroposterior) e os CC seguram o vertical, a clavícula distal fica instável no plano horizontal, mas a estabilidade vertical (superoinferior) é preservada pelos ligamentos CC íntegros. A escápula pode rodar medialmente, alargando a AC, e pode haver leve elevação relativa da clavícula pelo estiramento dos CC.

A radiografia (Figura 32-20).

  • Achado sutil: subluxação superior parcial, de menos de 50% da largura da clavícula, comparando com o lado normal na ZANCA bilateral.
  • A AC pode parecer alargada, provavelmente pela leve rotação medial da escápula e pelo leve deslocamento posterior da clavícula pela contração do trapézio.
  • O espaço coracoclavicular é igual ao do lado normal.

Progressão da classificação.

TipoACCCPlano instável
Ientorseíntegrosnenhum
IIrotosíntegroshorizontal
IIIrotosrotoshorizontal e vertical

Tratamento e evolução. Há consenso para tratar as tipos I e II sem cirurgia, com imobilização inicial. Ainda assim, ambas podem permanecer sintomáticas anos depois: no estudo de Mouhsine, 52% tinham sintomas em média 6 anos após a lesão, por artrose pós-traumática, osteólise da clavícula distal, subluxação anteroposterior recorrente, ligamentos capsulares presos na articulação, fragmentos de cartilagem ou menisco desinserido. Verstift mostrou que, aos 7 anos, os escores não diferiam do lado não lesado. Na excisão da clavícula distal após lesão tipo II, o risco de instabilidade anteroposterior residual é maior, pela cápsula já lesada.

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