Homem de 28 anos, após queda sobre o ombro, apresenta a radiografia axilar mostrada na imagem, com a clavícula distal deslocada posteriormente ao acrômio. Pela classificação de ROCKWOOD, a lesão e o tratamento habitual no paciente ativo são, respectivamente,

- tipo III; conservador.
- tipo IV; cirúrgico.
- tipo IV; conservador.
- tipo III; cirúrgico.
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Conceito-chave
A classificação de TOSSY e ROCKWOOD. O Rockwood (capítulo 32, Classification) gradua a lesão pelo dano aos ligamentos acromioclaviculares, aos coracoclaviculares e à musculatura (deltoide e trapézio). Rockwood ampliou o trabalho original de Tossy (1963) na classificação mais aceita, uma das poucas que orienta o tratamento.
| Tipo | Lesão | Imagem |
|---|---|---|
| I | entorse dos ligamentos AC | normal |
| II | AC rotos, CC íntegros | subluxação superior menor que 50% da largura; CC igual ao normal |
| III | AC e CC rotos | clavícula acima do acrômio; CC 25% a 100% maior |
| IV | AC e CC rotos; clavícula posterior, dentro ou através do trapézio | axilar: clavícula atrás do acrômio |
| V | AC, CC e inserções deltotrapeziais | CC 100% a 300% maior |
| VI | luxação inferior (subacromial ou subcoracoide) | rara, trauma grave |
A tipo IV. É relativamente rara. A força no acrômio leva a escápula para anterior e inferior, e a clavícula fica posterior, podendo atravessar o trapézio e tensionar a pele posterior. No exame, vista de cima com o paciente sentado, a clavícula aparece posteriorizada e muitas vezes não reduz manualmente.
A imagem. A tipo IV aparece melhor na radiografia axilar (Figuras 32-11 e 32-25): a clavícula distal fica posterior à glenoide e ao acrômio. Pode haver também aumento da distância CC. Em ombros volumosos ou politraumatizados, sem axilar possível, a TC dos dois ombros confirma.
Tratamento. O capítulo considera o tratamento cirúrgico o método aceito para pacientes ativos e saudáveis com lesões IV, V e VI, pela morbidade de uma AC persistentemente luxada e instável, com cinemática escapular alterada. Na fase aguda, os autores preferem a redução aberta com placa-gancho. Os tipos I, II e a maioria das III são tratados sem cirurgia.
Ligação com a prova. A banca já perguntou se a tipo IV era mais bem avaliada pela ZANCA (TARO 2006, errado: é a axilar) e qual incidência mostra o deslocamento posterior (TARO 2018).
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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