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Questão de Luxação acromioclavicular (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoLuxação acromioclavicularOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na luxação acromioclavicular associada a fratura do processo coracoide com ligamentos coracoclaviculares íntegros, o tratamento habitual é ______, e a extensão da fratura para a glenoide leva os autores a operar quando o desvio articular é de ______.

  1. cirúrgico; 2 mm ou mais
  2. cirúrgico; 5 mm ou mais
  3. conservador; 5 mm ou mais
  4. conservador; 2 mm ou mais
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Gabarito: C · conservador; 5 mm ou mais

Conceito-chave

Uma variante que costuma ir bem sem cirurgia. O Rockwood (capítulo 32, Type III/V Variants e Type III Injury) descreve as lesões AC associadas a fratura do processo coracoide, pela ponta ou, mais frequentemente, pela base. Os ligamentos coracoclaviculares ficam presos ao fragmento, e a distância CC se mantém igual à do lado normal.

O que a literatura mostra. Métodos cirúrgicos e não cirúrgicos foram descritos com resultados semelhantes; por isso, a maioria dos autores recomenda o tratamento conservador. A Figura 32-22 mostra um caso com fratura da base e da ponta tratado sem cirurgia com resultado excelente.

Quando tratar como tipo III. Desde que a fáscia deltotrapezial não esteja muito rompida e o coracoide não esteja muito desviado, a lesão é conduzida como uma tipo III: tipoia para dor, mobilização precoce e reabilitação.

A exceção: a glenoide. Na maioria das vezes a fratura do coracoide é extra-articular. Mas os autores relatam casos em que o fragmento leva uma parte importante da fossa glenoidal. O tendão conjunto (bíceps cabeça curta e coracobraquial) roda o coracoide e a glenoide para inferolateral, podendo gerar desvio articular importante.

SituaçãoConduta
fratura do coracoide extra-articular, pouco desviada, fáscia preservadaconservador, como tipo III
extensão à glenoideTC para medir o desvio
desvio glenoidal de 5 mm ou maisredução aberta e fixação (Figura 32-24)

Ligação com a prova. A banca já cobrou que, na tipo III com fratura do processo coracoide, os ligamentos CC estão íntegros (TARO 2015), e que a fratura da glenoide envolvendo o terço superior com o coracoide é o tipo III de IDEBERG (TARO 2015), assunto do capítulo de escápula.

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