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Questão de Outros temas de trauma (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoOutros temas de traumaOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

No idoso, a fratura isolada do trocanter menor deve ser considerada, até prova em contrário,

  1. uma avulsão pelo iliopsoas.
  2. uma fratura por estresse.
  3. uma fratura metastática.
  4. uma fratura por insuficiência osteoporótica.
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Gabarito: C · uma fratura metastática.

Conceito-chave

Fêmur proximal: quase sempre cirurgia. O Rockwood (capítulo 10, Proximal Femoral Fractures) diz que as fraturas do fêmur proximal são tratadas cirurgicamente, a menos que a condição clínica contraindique a cirurgia. Nas fraturas intracapsulares sem desvio do colo, o tratamento conservador tem mais pseudartrose, necrose avascular e desvio, além de prender ao leito por 4 a 6 semanas um idoso com comorbidades, e uma revisão recente confirmou maior mortalidade com o tratamento conservador.

As exceções: os trocanteres.

  • Trocanter maior: a principal fratura do fêmur proximal em que o tratamento conservador pode ser a escolha, quando há pouco ou nenhum desvio. Mas, no idoso, pode haver uma extensão intertrocantérica oculta, que muda a conduta.
  • Trocanter menor: fraturas muito raras, que podem ser tratadas sem cirurgia. Porém, no idoso, devem ser consideradas fraturas metastáticas até prova em contrário.

Por que pensar em metástase. O trocanter menor é o ponto de inserção do iliopsoas. No jovem, o arrancamento por contração violenta desse músculo é um mecanismo conhecido; no idoso, porém, uma fratura isolada nesse local, sem trauma proporcional, sugere osso enfraquecido por uma lesão, e a metástase é a hipótese que não pode ser perdida. Reconhecê-la muda tudo: investigação do tumor primário, estadiamento e, frequentemente, fixação profilática do fêmur.

As fraturas patológicas no capítulo. De modo geral, a maioria das fraturas patológicas é tratada cirurgicamente, a menos que a expectativa de vida seja muito curta, porque a estabilização reduz a dor e melhora a qualidade do tempo de vida restante. A banca cobra muito o escore de Mirels para decidir a fixação profilática de lesões metastáticas, e lembra que a causa mais comum de fratura patológica subtrocantérica no adulto é a lesão metastática.

Fraturas de estresse e de insuficiência, para não confundir. O capítulo distingue as fraturas por fadiga, em osso normal, geralmente em jovens, e as por insuficiência, em osso anormal, sobretudo por osteopenia e osteoporose. Muitas são sem desvio e tratadas sem cirurgia, exceto algumas do fêmur proximal, da diáfise e do fêmur distal e da tíbia.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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