No idoso, a fratura isolada do trocanter menor deve ser considerada, até prova em contrário,
- uma avulsão pelo iliopsoas.
- uma fratura por estresse.
- uma fratura metastática.
- uma fratura por insuficiência osteoporótica.
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Conceito-chave
Fêmur proximal: quase sempre cirurgia. O Rockwood (capítulo 10, Proximal Femoral Fractures) diz que as fraturas do fêmur proximal são tratadas cirurgicamente, a menos que a condição clínica contraindique a cirurgia. Nas fraturas intracapsulares sem desvio do colo, o tratamento conservador tem mais pseudartrose, necrose avascular e desvio, além de prender ao leito por 4 a 6 semanas um idoso com comorbidades, e uma revisão recente confirmou maior mortalidade com o tratamento conservador.
As exceções: os trocanteres.
- Trocanter maior: a principal fratura do fêmur proximal em que o tratamento conservador pode ser a escolha, quando há pouco ou nenhum desvio. Mas, no idoso, pode haver uma extensão intertrocantérica oculta, que muda a conduta.
- Trocanter menor: fraturas muito raras, que podem ser tratadas sem cirurgia. Porém, no idoso, devem ser consideradas fraturas metastáticas até prova em contrário.
Por que pensar em metástase. O trocanter menor é o ponto de inserção do iliopsoas. No jovem, o arrancamento por contração violenta desse músculo é um mecanismo conhecido; no idoso, porém, uma fratura isolada nesse local, sem trauma proporcional, sugere osso enfraquecido por uma lesão, e a metástase é a hipótese que não pode ser perdida. Reconhecê-la muda tudo: investigação do tumor primário, estadiamento e, frequentemente, fixação profilática do fêmur.
As fraturas patológicas no capítulo. De modo geral, a maioria das fraturas patológicas é tratada cirurgicamente, a menos que a expectativa de vida seja muito curta, porque a estabilização reduz a dor e melhora a qualidade do tempo de vida restante. A banca cobra muito o escore de Mirels para decidir a fixação profilática de lesões metastáticas, e lembra que a causa mais comum de fratura patológica subtrocantérica no adulto é a lesão metastática.
Fraturas de estresse e de insuficiência, para não confundir. O capítulo distingue as fraturas por fadiga, em osso normal, geralmente em jovens, e as por insuficiência, em osso anormal, sobretudo por osteopenia e osteoporose. Muitas são sem desvio e tratadas sem cirurgia, exceto algumas do fêmur proximal, da diáfise e do fêmur distal e da tíbia.
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