Em idosos com fratura estável do olécrano, o ensaio randomizado que comparou tratamento conservador com banda de tensão ou placa foi interrompido precocemente por
- alta taxa de pseudartrose no grupo conservador.
- taxa inaceitável de complicações no grupo cirúrgico.
- perda da extensão ativa do cotovelo no grupo conservador.
- superioridade funcional evidente no grupo cirúrgico.
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Conceito-chave
A fratura do olécrano do idoso mudou de tratamento. O Rockwood (capítulo 10, Olecranon Fractures) informa que o olécrano representa 92,8% das fraturas da ulna proximal e que o papel do tratamento conservador no idoso foi estabelecido no fim dos anos 1990, com estudos recentes confirmando bons resultados.
Os estudos citados.
- Gallucci: gesso acima do cotovelo por 5 dias, depois tipoia e programa formal de reabilitação, com bons resultados em pacientes com média de 82 anos.
- Duckworth (ensaio randomizado): idosos com fratura estável do olécrano randomizados para tratamento conservador ou banda de tensão ou placa. O ensaio foi interrompido precocemente por taxas inaceitavelmente altas de complicações no grupo cirúrgico. Na anotação das referências, o capítulo resume: o tratamento conservador teve melhores resultados.
O capítulo é enfático: os cirurgiões devem pensar com muito cuidado antes de oferecer cirurgia a idosos com fratura do olécrano, à luz desse estudo.
O contexto geral do capítulo. Na conclusão, os autores defendem um papel maior do tratamento conservador justamente pela taxa relativamente alta de complicações da cirurgia em idosos mais frágeis e pela menor necessidade de atividade física dessa população. O olécrano do idoso é um dos exemplos mais claros dessa tendência.
Como tratar sem cirurgia.
- Gesso acima do cotovelo ou tipoia por 1 a 2 semanas, guiado pela dor, depois fisioterapia (a Tabela 10-5 cita gesso longo por 2 semanas).
- Radiografia de controle por volta de 2 semanas, para garantir que não há instabilidade que exija cirurgia.
Outras fraturas do cotovelo no mesmo capítulo.
- Cabeça e colo do rádio: apenas 3,5% operadas no ano estudado; a maioria das isoladas pode ser tratada sem cirurgia, com tipoia e movimento assim que a dor permitir, em geral por volta de 2 semanas.
- Coronoide: as não desviadas ou minimamente desviadas podem ser tratadas sem cirurgia se a instabilidade do cotovelo for excluída.
- Úmero distal: a maioria é operada; o conservador fica para baixa demanda ou comorbidade importante, com gesso longo por 4 a 8 semanas.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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