Na redução fechada clássica da fratura do rádio distal com desvio dorsal, após a tração, realiza-se
- flexão e desvio radial imediatos.
- acentuação da deformidade em dorsiflexão, seguida de flexão e desvio ulnar.
- extensão mantida do punho com desvio ulnar.
- translação dorsal do fragmento distal.
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Conceito-chave
Mais fraturas do rádio distal tratadas sem cirurgia. O Rockwood (capítulo 10, Distal Radial Fractures) mostra que a cirurgia aumentou nos últimos 80 anos, pela maior valorização da redução e do alinhamento do carpo, das placas bloqueadas e dos fixadores. Mas, com a mudança demográfica e vários ensaios randomizados sem benefício da cirurgia, é provável que mais fraturas sejam tratadas sem cirurgia, sobretudo as OTA tipo A e B.
Duas situações no tratamento conservador.
- Fratura estável: órtese ou gesso por 6 semanas e fisioterapia depois.
- Fratura desviada: redução sob anestesia local, regional ou geral, e gesso curto de antebraço.
A manobra clássica para a fratura com desvio dorsal.
- Tração.
- Dorsiflexão, acentuando a deformidade: desengata os fragmentos e permite que a cortical dorsal se encaixe.
- Flexão e desvio ulnar: reduzem o fragmento e o mantêm.
- Radiografia ou fluoroscopia para conferir.
Se a fratura não reduz, pode-se usar a manobra de Agee (Figura 10-43): aplica-se uma força de translação volar no fragmento distal, o que permite ao semilunar inclinar o fragmento distal em direção volar.
O seguimento é decisivo. Deve-se fazer radiografia em 7 a 10 dias para garantir que não houve desvio. Se a posição se manteve, o gesso permanece por 6 semanas e a fisioterapia começa após a retirada. Se a posição se perdeu, a conduta depende de idade, função e comorbidades, mas o capítulo diz que a remanipulação raramente tem sucesso e deve-se considerar a cirurgia.
Gesso ou órtese depois da redução. Em fraturas minimamente desviadas, órtese e gesso tiveram resultados semelhantes. Mas, após manipulação, Berger encontrou mais redesvio na primeira semana com tala do que com gesso circular (29% contra 17%).
A tala inicial. O gesso de Colles costuma ser precedido por uma tala dorsal, trocada pelo gesso completo quando o edema diminui. O gesso de Colles vai de abaixo do cotovelo até logo proximal ao colo dos metacarpos, com o polegar livre.
Por que o idoso é diferente. A Figura 10-8 lembra que, no idoso, a fratura costuma ter cominuição metafisária e dobradiça de partes moles pobre, o que torna a manutenção da redução no gesso menos confiável.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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