No ensaio ProFHER, em adultos com fratura desviada do úmero proximal, o tratamento cirúrgico, comparado ao conservador,
- melhorou o escore de Oxford em 2 anos, com custo maior.
- melhorou o escore de Oxford em 2 anos, mas não em 5 anos.
- não mostrou diferença no escore de Oxford em 2 nem em 5 anos e teve custo maior.
- não mostrou diferença no escore de Oxford e teve custo menor.
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Conceito-chave
A fratura que continua sendo tratada sem cirurgia. O Rockwood (capítulo 10, Proximal Humeral Fractures) mostra que a fratura do úmero proximal sempre foi tratada majoritariamente sem cirurgia e que a taxa cirúrgica aumentou pouco. Nos Estados Unidos, cerca de 85% das fraturas do úmero proximal em idosos são tratadas sem cirurgia; na Suécia, a taxa cirúrgica em 2012 foi de 16,8% nas mulheres e 17,1% nos homens.
O ensaio ProFHER. Comparou tratamento cirúrgico e não cirúrgico em 250 adultos com fratura desviada do úmero proximal no Reino Unido:
- Sem diferença significativa no Oxford Shoulder Score em 2 anos.
- A cirurgia foi mais cara, cerca de 1.780 libras esterlinas por paciente, sem ganho em qualidade de vida nem menos complicações.
- No seguimento de 5 anos (176 dos 250 participantes), também sem diferença no escore de Oxford em 3, 4 e 5 anos, nem na qualidade de vida (EQ-5D-3L).
O resto da evidência.
- Lange: 167 pacientes com fraturas em duas, três e quatro partes; a haste intramedular não foi superior ao conservador, mesmo nas desviadas, e teve mais complicações.
- Robertson: artroplastia reversa contra conservador nas fraturas em três e quatro partes do idoso, sem diferença em amplitude de movimento ou escores relatados pelo paciente.
- Cochrane (31 ensaios): evidência de baixa qualidade, mas a cirurgia não deu melhor resultado em 1 a 2 anos e provavelmente leva a mais cirurgias secundárias.
Quem tem fratura desviada? Neer dizia que 85% das fraturas eram minimamente desviadas; um estudo mais recente encontrou 49%, diferença provavelmente explicada pelo aumento das fraturas osteopênicas e osteoporóticas. As fraturas em três e quatro partes e as fraturas-luxações, centro do debate, são cerca de 12,5%. Fraturas minimamente desviadas devem ser tratadas sem cirurgia, e muitas em duas partes provavelmente continuarão assim.
Como tratar sem cirurgia. Tipoia por 2 semanas e fisioterapia progressiva. O paciente deve ser avisado de que a evolução é lenta: muitas vezes leva mais de 1 ano para recuperar o máximo de movimento do ombro. A banca já perguntou qual fratura do úmero proximal evolui mais para pseudartrose no tratamento não cirúrgico (a do colo cirúrgico).
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