Uma criança de 6 anos de idade foi levada a consulta com trauma em cotovelo esquerdo por causa de queda de bicicleta, com queixa de dor e apresentando edema (++++/4+), deformidade, hematoma em região anterior do cotovelo, pulso radial ausente e sem sinais de lesão nervosa. Radiografias em anteroposterior e perfil evidenciaram fratura supracondilar do úmero esquerdo tipo III de Gartland, com desvio posterolateral. Com base nesse caso clínico e nos conhecimentos médicos correlatos, julgue os itens a seguir. Julgue o item: Não há indicação para exploração cirúrgica imediata de lesão neurológica associada a fraturas supracondilares, uma vez que a maioria delas são casos de neuropraxia.
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Conceito-chave
A maioria das lesões nervosas associadas à supracondiliana fechada é neuropraxia e pode ser observada. O capítulo relata recuperação ao longo de meses e reserva investigação ou exploração para falta de evolução esperada, especialmente após 3 a 6 meses. Não há indicação de abrir um nervo rotineiramente só porque existe déficit desde o trauma.
Há exceções: fratura irredutível com déficit pode ter nervo preso; ausência de pulso com lesão mediana sugere comprometimento do feixe e recomenda exploração precoce. Uma lesão nova após fio também exige avaliação própria. O item é aceito como regra geral da neuropraxia, sem virar uma proibição absoluta de explorar. No caso-base, não há déficit nervoso descrito; o pulso ausente continua exigindo tratamento vascular adequado independentemente da regra neurológica.
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